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A Tempestade do Século (Storm of the Century)

segunda-feira, agosto 12, 2013

Título no Brasil: A Tempestade do Século
Título Original: Storm of the Century
País de Origem: Canadá / EUA
Gênero: Terror/Suspense/Drama
Classificação etária: 12 anos
Tempo de Duração: 260 minutos
Ano de Lançamento: 1999
Direção: Craig R. Baxley

Elenco: Colm Feore, Tim Daly, Debrah Farentino, Jeffrey DeMunn, Julianne Nicholson, [+]

Sinopse: A ilha de Little Tall está para enfrentar o que os metereologistas estão chamando de “a tempestade do século”. Junto com ela, chega Andre Linoge, um forasteiro que logo se revela um assassino que põe a cidade inteira de refém. Linoge não é um homem comum: ele sabe os maiores segredos de todos os habitantes da ilha, além de ter o poder de controlá-las como bem quiser. Enquanto espalha uma trilha de sangue, Linoge faz sua exigência: “Dê-me o que eu quero e eu irei embora”. Os habitantes da ilha se unem numa última tentativa de confrontar o maligno Linoge, enquanto decidem se realmente querem saber a resposta do grande enigma: o que Linoge quer?

Vai Lendo!
 
"Me deem o que eu quero e eu vou embora". Essa frase ficará na sua cabeça por um longo tempo após assistir essa fantástica minissérie, com roteiro escrito por Stephen King direto para TV (e só depois virou livro, porém no formato de roteiro para cinema). E ao contrário do que muitos dizem, A Tempestade do Século não é sobre vampiro. Andre Linoge (Colm Feore) não é um vampiro. O que ele é afinal? Assista e descubra!

"Give me what I want and I'll go away"

E afinal de contas, o que diabos ele quer? É o que todos se perguntam e certamente você irá se perguntar também. Por que Linoge simplesmente não pega o que quer e vai embora? Outro mistério que te fará assistir todas as 4 horas da minissérie num piscar de olhos! O suspense é muito bem feito. As coisas não demoram para acontecer como em diversas outras produções. Um único acontecimento logo no início do filme já garante que você, humilde telespectador, fique doido para saber o motivo de tudo aquilo.

Cidadãos tão preparados quanto uma morsa no deserto.

A burrice de alguns cidadãos, a ignorância de outros e agressividade de muitos, podem nos deixar com um pouco de raiva, no entanto, pensando nisso agora vi que numa situação real talvez seria praticamente assim. Pois afinal: tem sempre o burro que não se dá conta do que está acontecendo, o desesperado que ferra tudo, o ignorante que acha que tudo é intriga da oposição e os "machões" de plantão que querem resolver no braço qualquer situação. Nesse sentido, isso atribui uma graça a mais à minissérie, além de mais verossimilhança. Então o que achei dos personagens? Essenciais. É uma cidade pequena, meio caipira, com seus costumes e relações próximas, então o comportamento de cada um e de todo o grupo é aceitável. 



Os atores por sua vez são muito bons. Em especial Colm Feore (Linoge), que nos convence perfeitamente de que não é um ser humano. O ator esteve em várias séries e também nos filmes Thor (2011), Chicago (2002), A Batalha de Riddick (2004) e A Outra Face (1997). Tim Daily (o policial Mike Anderson) atuou em diversos seriados, entre eles Private Pratices (2007) e Greys Anatomy (2007). E tem dois rostos bem conhecidos na minissérie: Spencer Breslin e Jeffrey DeMunn.

Spencer é o irmão mais velho da Abigail Breslin, o garoto faz filmes desde bem pequeno, você deve se lembrar dele no filme Duas Vidas (The Kid, 2000), onde fazia o papel do Bruce Willis na infância. O filme é bem bonitinho. No 'A Tempestade do Século' Spencer interpreta o filho do prefeito, um garotinho mimado e bravinho (mas muito fofo!).

E o Jeffrey, o prefeito na minissérie, é o Dale do The Walking Dead! Demorei para reconhecer, pois ele não está de cabelos super brancos e tal e já até tinha esqucido do Dale. Jeffrey atuou em outros três filmes inspirados em obras do Stephen King: Um Sonho de Liberdade (1994), À Espera de Um Milagre (1999) e O Nevoeiro (2007). Aliás, todos estes são excelentes filmes.

 "Dale"

A trilha sonora ficou bem legal, gostei muito! Em especial da abertura que, ao som de um piano, já nos deixa claro de que a obra será triste e misteriosa. Além de deixar a impressão de abandono, o que de fato está acontecendo com a cidade, já que metade da população foi embora por conta da grande tempestade. 

Os efeitos especiais são aceitáveis para a época. E foram utilizados mesmo só em alguns momentos e principalmente da metade para o final da minissérie, então não acredito que estragou alguma coisa. Tem horas que você estranha, do tipo "Hum? O que é isso agora?", mas aí você lembra de que é uma minissérie e não um reality show e de que é obra do Stephen King, aí você pensa "Não, beleza" (pois afinal, em livros do King topiarias se mexem e carros são demoníacos). É ficção poxa! Se for bem desenvolvido, para ficar fantástico e não ridículo, pode acontecer qualquer coisa!


"Born in lust, turn to dust. Born in sin, come on in!"

Outro detalhe legal da história é o fato do Linoge saber os podres de todo mundo. Você irá se divertir com isso! O povo fica doido com medo de que seus podres sejam revelados. É interessante por mostrar que até aqueles que ninguém suspeitaria, está envolvido com algo muito podre, como tráfico de drogas, prostituição, pedofilia, torturas e afins. A intenção certamente era mostrar que mesmo numa cidade pequena, bem religiosa e ao "estilo família",  há as "maçãs podres". Minha maior preocupação foi com o reverendo Riggins O.O (assista e fique também preocupado haha)
Eles devem ou não dar o que Linoge quer?

A Tempestade do Século de certa forma marcou minha infância, pois além de nunca ter esquecido do "Me deem o que eu quero e eu vou embora", também nunca me saiu da memória os olhos totalmente negros do Linoge! Havia assistido muitos filmes de terror quando vi esse, mas sempre que tinha um monstro e coisas do tipo, os olhos eram vermelhos, brancos ou amarelos. Nunca havia visto olhos totalmente pretos até naquela época e fiquei bem impressionada. Sem dúvidas, A Tempestade do Século fica em nossas mentes, nos envolve totalmente... E claro que recomendo! Ainda mais para aqueles que são fãs das obras do King! São 4 horas que valem a pena.

Nota (0-10): 9,5.

TRAILER




CURIOSIDADES*

 Na 1ª Parte, o personagem de Timothy Daly pergunta ao seu assistente, “Você vê o Super-Homem por aqui?”. Daly dublou o herói na série animada da WB  Superman – A Série Animada.

 A minissérie  tem lugar na Ilha de Little Tall, costa do Maine. Este é o mesmo local em que acontece a trama de Eclipse Total. A personagem principal da história, Dolores Claiborne, é mencionada nesta minissérie.

• O livro que Cat lê para as crianças, “The Little Puppy”, era o livro favorito de Danny Torrance em O Iluminado.

 Stephen King faz uma pontinha como o homem que aparece num comercial de TV, na cena em que Linoge invade a casa de Martha Clarendon, falando sobre o litígio entre a Macintosh & Redding.

 Os testes de elencos começariam em 9 de janeiro de 1998, em Southwest Harbor, Maine. Uma poderosa tempestade de chuva congelante atingiu o lugar naquele dia, transformando o estado inteiro uma área de desastre (três outros estados e quatro províncias canadenses também foram afetadas; partes de Quebec e Ontário foram atingidas com mais força do que no Maine).


 Mais um roteiro original do King. A Tempestade do Século seria, originalmente, um romance, mas King optou por transferi-lo para as telas de TV.

 Única vez em que a adaptação gerou um livro. No mesmo ano, foi lançada em brochura a versão roteirizada da minissérie. Embora não seja um livro como os outros (tendo apenas as falas e indicações do que ocorre, sem narração alguma), muito colecionadores o adquiriram. O livro ainda conta com uma introdução de King que comenta como foi o processo de produção da minissérie.

Em certo da trama, a cidade de Derry é mencionada.

• King pessoalmente escalou Craig R. Baxley para ser o diretor após ver seu trabalho no telefilme Twilight Man, que conta com dois atores que já trabalharam em adaptações baseadas em obras de King: Tim Matheson (no telefilme Às Vezes Eles Voltam), e Dean Stockwell (na minissérie Fenda no Tempo).

• Para Stephen King, A Tempestade do Século é seu trabalho favorito para televisão.

• Com a exceção das primeiras cenas, filmadas com a ajuda de um helicóptero, todo o resto da minissérie foi gravado num estúdio gigante.

• O nome de Linoge possui duas variações. A primeira, que é mencionada na minissérie, é o anagrama “Legion”, ou Legião, o demônio bíblico que também é mencionado no romance A Coisa. A segunda mexe com o idioma francês, em que o nome Linoge se torna “La Neige”, que significa “A Neve”.

*Curiosidades retiradas do site http://www.kingofmaine.com.br/

Conheça 'Under The Dome'!

sábado, agosto 03, 2013

Série baseada em romance de mesmo nome do grande Stephen King está chegando no seu 7º episódio e vem chamando cada vez mais a atenção de todos. A história é bem simples: num dia "normal" uma cidadezinha fictícia chamada Chester's Mill é repentinamente isolada do resto do mundo por uma espécie de barreira ou campo de força invisível. Ninguém sabe de onde veio, ninguém sabe como destruir aquilo, ninguém sabe por que isso está acontecendo com Chester's Mill, e é isso aí! Nem precisa dizer qual é a graça disso tudo né? Caramba, tem uma redoma isolando TODA A CIDADE! *o*


Dentro da cidade, a pequena população fica apavorada com o acontecido, mas inicialmente (assim como em Lost), não se preocupam tanto pois acreditam que em breve se verão livres daquilo e suas vidas voltarão ao normal. Quando se passam alguns dias e a redoma continua lá, enfim o povo começa a se desesperar...

Outra semelhança com Lost é o fato de cada um ter um passado sombrio ou dramático que influenciará suas decisões ou a decisões de outros. Em Chester's Mill (como em qualquer outra cidade) há assassino, sociopata, corruptos e por aí vai... Aos poucos as máscaras de alguns estão caindo, outros já nos surpreendeu (para melhor ou pior) e muitos outros certamente nos surpreenderão ainda mais. As semelhanças com Lost não são por acaso, tendo em vista que o criador da série Under The Dome, Brian K. Vaughan,também foi produtor e roteirista de vários episódios da série Lost. Há mistérios, conflitos, segredos e vários outros ingredientes para tornar Under The Dome um excelente seriado de mistério e ficção científica.

 
"A redoma quer assim" (igual "A ilha quer assim"). Desculpem as comparações, mas há uma ou outra semelhança...

Tem muito ator bom também! Mike Vogel (Barbie... porque o segundo nome dele é Barbara, ok?) saiu de Bates Motel e agora é um dos personagens principais de Under The Dome. Dean Norris (o vereador 'Big Jim') veio da excelente série Breaking Bad e já atuou em filmes como Pequena Miss Sunshine e Exterminador do Futuro 2 (além de que apareceu uma vez em Lost). Tem também a Rachelle Lefevre (Julia) vinda da saga Crepúsculo, Jolene Purdy (Dodee) que atuou em Glee e no filme Donnie Darko, Natalie Martinez (Linda) do  filme Corrida Mortal (2008) e da série CSI: NY, entre outros atores. Alguns conhecidos, outros nem tanto, mas no geral a maioria está sem dúvidas desempenhando um bom papel!

O que esperar dessa série? Bom, pode-se afirmar com toda certeza que Under The Dome está bem legal. E como é baseada numa história criada pelo King, então tem muitas chances de dar certo (e o próprio King acompanha de perto! Para não acontecer a mesma palhaçada que fizeram com O Iluminado). Só não podem se atolar em clichês, situações forçadas, personagens burros e dramas dignos de novelas mexicanas. Estou gostando, mas ainda não está aquela maravilha toda. Tem uma ou outra situação ou atitude de personagem que não engoli muito bem. Mas vamos lá, ainda aposto nessa série!

Elenco com o tio Stephen King!

Se você gosta de mistério, suspense e ficção científica, você TEM que acompanhar Under The Dome! Sétimo episódio sai dia 05 de agosto, primeira temporada terá 13 episódios e uma segunda temporada já foi confirmada para 2014! Todos estão apostando muito nessa série e eu também. Vamos torcer para que melhore cada vez mais! Aguarde uma crítica da 1ª temporada em Setembro aqui no Vai Assistindo!

FIRST LOOK


TRAILER


CURIOSIDADES

- Não conhecia o livro Under The Dome. Quando fiquei sabendo da série e sobre o que se tratava, ao contrário de muitos que imediatamente lembraram do filme dos Simpsons (onde uma redoma de vidro isola Springfield), me veio na mente um filme tooosco pra caramba chamado Canibais (Undead, 2003), onde uma pequena cidade australiana é atingida por uma chuva de meteoros, que transforma as pessoas em zumbis e quando tentam fugir descobrem que estão isoladas por uma barreira transparente certamente criada por alienígenas. Sim, contei toda a história porque o filme é tosco e não mudará sua vida eu ter contado ou não. Se quiser assistir, tem dublado no Youtube. Achei que não teria nada relacionado com Under The Dome, mas aí descobri que apesar do livro ter sido publicado em 2009, Stephen King já havia tentando lançar a obra no final dos anos 70 e início dos anos 80 com os nomes de The Cannibals e posteriormente, Under The Dome. Então provavelmente Canibais foi inspirado na obra, só que nas versões antigas. 

- Do Wikipédia: Como King declarou em seu site oficial, estas duas obras inacabadas "foram duas tentativas muito diferentes de utilizar a mesma ideia, que se preocupa com a forma como as pessoas se comportam quando são cortadas a partir da sociedade que sempre pertenceram". "Além disso", prosseguiu o escritor, "minha memória de The Cannibals é que, como Needful Tings, era uma espécie de comédia social." Do material originalmente escrito, apenas o primeiro capítulo está incluído no novo romance.

- King declarou que não assistiu o filme dos Simpsons e de que se tratou apenas de uma coincidência. De qualquer forma, a ideia da redoma para Stephen King já vinha desde os anos 70. 

King nos bastidores

- Do site da VejaA série estreou no dia 24 de junho, nos EUA, registrando a média de 13.5 milhões de telespectadores e 3.3% da audiência do público alvo. Números bem elevados para uma série original na Summer Season. Somando a audiência em DVR (no período máximo de sete dias), os números chegaram a 16.7 milhões com 4.3% do público alvo. A primeira temporada vem conseguindo manter a audiência de 14 milhões, com 3.44% do público alvo, ao vivo. Melhor que muitas produções que são exibidas na Fall Season ou na Midseason.

- No livro, a redoma dura pouco tempo. Na série a redoma irá durar meses. Muitos fãs criticaram as mudanças em relação ao livro, mas King salientou que são alterações necessárias, tendo em vista de que se trata de uma série e não minissérie ou filme. (Há aqueles que preferiam uma minissérie. Ainda não sei qual prefiro, já que não li o livro...)

- O personagem Junior, ao menos no começo, parece ter sido bastante inspirado no personagem Frederick Clegg de John Fowles. O livro O Colecionador de 1963 relata a história do jovem Clegg, um homem que coleciona borboletas e rapta uma garota com a ideia de que se a mantiver presa, um dia ela irá amá-lo. Junior pode não colecionar borboletas, mas no resto tá bem parecido... Recomendo ler o livro, é incrível!

1408

segunda-feira, março 26, 2012

Título: 1408
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 106 min. 
Ano de Lançamento: 2007
Estúdio/Distrib.: MGM
Direção: Mikael Håfström 

Elenco: John Cusack (Mike Enslin); Samuel L. Jackson (Gerald Olin); Mary McCormack (Lily Enslin); Tony Shalhoub (Sam Farrell); Len Cariou (Pai do Mike); Jasmine Jessica Anthony (Katie Enslin); Isiah Whitlock Jr. (Engenheiro); Kim Thomson (Recepcionista). [+]

Sinopse: Um promissor romancista, Mike Enslin, resolveu enveredar por outro caminho e escrever livros que investiguem fenômenos paranormais. Enslin nunca presenciou realmente algum destes fatos, então fica difícil obter credibilidade. Além do mais Mike é totalmente cético, pois até hoje não encontrou evidências de que exista vida após a morte. No entanto decide ir até Nova York e se hospedar no Dolphin Hotel, mais exatamente no quarto 1408, que tem fama de ser habitado por espíritos malignos. O gerente do hotel, Gerald Olin, o avisa que 56 mortes já ocorreram neste quarto, mas Mike está decidido a conferir se sua fama está condizente com a verdade.

Vai Lendo!

Baseado em uma das obras do brilhante Stephen King, 1408 é um filme difícil de ser julgado pelo incrível balanceamento de defeitos e qualidades presentes. Ao meu ponto de vista, se trata de um filme um tanto regular que, dependendo do humor de quem assiste, pode ser satisfatório, bom ou ruim. Não estou me pondo na defensiva, apenas apontado as imensas contradições que existem no título, o que o torna mais complicado de classificá-lo visto que existem vários fatores que influenciam em sua análise. De uma forma neutra, considero 1408 um pouco acima do esperado, contando com algumas surpresas e decepções, mas acho a experiência aproveitável.


“Decida logo se o filme é ou não bom!”
Primeiro falemos dos pontos positivos. 1408 conta com um terror psicológico intensamente massacrante e insano, além de contar com um protagonista perturbado pelo seu passado e extremamente cético em busca de uma real assombração. A ideia de fantasmas que enlouquecem os hóspedes até eles cometerem suicido é bem criativa, e quando posta em prática chega a ser realmente perturbador e macabra . A quantidade de números 13 inseridos no filme (começando pelo título do filme) é imensa, além do caráter “esportivo” e determinado da maligna assombração que se dispõe em fazê-lo se matar em uma hora.


A coisa vai ficar bem feia antes do fim.
Agora, falando dos defeitos, 1408 é consideravelmente apelativo e não conta com o melhor desempenho do elenco, com algumas cenas tanto questionáveis. Os efeitos utilizados as vezes são muito exagerados, e em vários momentos são tão previsíveis que chegam a causar leve desinteresse. O roteiro aparenta ser bem explorado, porém fica claro em determinados instantes que há uma carência disfarçada pelo visual macabro e cataclísmico, sem falar das poucas desnecessidades contextuais apresentadas. Seu desfecho também não é nada surpreendente, entretanto isso não significa que não possua um impacto considerável.


Não desanime, eu ainda não acabei.
Em suma, a qualidade do filme vai depender da pessoa mesmo, o que ela considerar mais importante, seus critérios, porém eu o considero razoável. Sinceramente, não tem muito que esperar de 1408, pois os defeitos e qualidades praticamente se anulam, visto que nenhuma característica pode ser desconsiderada, de forma que superficialmente se manifeste neutro. Desta forma, repito o que disse no inicio, o filme é regular, um pouco acima do mediano talvez, porém não é uma das melhores adaptações de King mesmo para quem é fã do escritor e de filmes de espíritos malignos.

Nota (0-10): 7,5

Trailer

A Maldição (Thinner)

sexta-feira, julho 29, 2011

Título no Brasil: A Maldição
Título Original: Thinner
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 92 min.
Ano de Lançamento: 1996
Estúdio/Distrib.: Paramount Pictures
Direção: Tom Holland 

Elenco: Robert John Burke (Billy Halleck); Joe Mantegna (Richie Ginelli); Lucinda Jenney (Heidi Halleck); Michael Constantine (Tadzu Lempke); Kari Wuhrer (Gina Lempke); Bethany Joy Galeotti (Linda Halleck); Terence Kava (Gabe Lempke). [+]

Sinopse: Billy Halleck é um advogado influente, que livrou recentemente o mafioso Richie Ginelli da prisão. Billy leva uma vida perfeita, com exceção da dificuldade em emagrecer. Um dia ele atropela uma cigana e, devido a isto, é lançado contra si uma maldição que fará com que emagreça cada vez mais, até morrer. Logo sua família acredita que ele está doente, mas não sabem como ajudá-lo. Apenas Richie acredita na história da maldição e tenta de alguma forma ajudá-lo.

Vai Lendo!

Os fãs de Stephen King já devem ter notado que esse filme é mais uma adaptação de um livro dele, A Maldição do Cigano, para ser mais preciso. Devo admitir que a história é simples, mas sabe prender a atenção até o fim, com reviravoltas na trama e personagens bem elaborados. Não é uma grande produção, mas tem uma história interessante.

Adivinha qual deles é o Billy.
O filme em si é razoável, não chega a ser apelativo e nem muito complexo, é a sua simplicidade que o torna interessante. Em A Maldição, o foco central é as alterações que o protagonista Billy sofre durante o desenrolar dos fatos, não só as físicas, mas como também em seu caráter. Não é um filme de dar medo e sustos, mas dá o que pensar e refletir, fazendo com que nós fiquemos mais preocupados em como a história irá acabar.

Ciganos: jogando pragas desde os primórdios dos filmes de terror.
Como qualquer adaptação, não é perfeita, possuindo falhas. As atuações em geral são boas, a trama é bem explorada. Sei que disse que o filme sabe nos segurar, mas é mais por curiosidade do que por envolvimento, essa é uma das falhas dele.

Anorexia? Não, maldição.
O filme faz várias transições do cômico para o sério, o que o torna questionável. A parte trágica acaba um pouco desfocada, dando a impressão de que a situação muda muito tarde, deixando a sensação de um desfecho muito rápido. A trama é boa, só que foi interpretada de um modo que o suavizou demais.

Nota (0-10): 6

Trailer

Christine - O Carro Assassino (Christine)

segunda-feira, junho 20, 2011

Título no Brasil: Christine- O Carro Assassino
Título Original: Christine
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 110 min.
Ano de Lançamento: 1983
Estúdio/Distrib.: Columbia Pictures
Direção: John Carpenter 

Elenco: Keith Gordon (Arnold Cunningham); John Stockwell (Dennis Guilder); Alexandra Paul (Leigh Cabot); Robert Prosky (Will Darnell); Harry Dean Stanton (Detetive Rudolph Junkins); Christine Belford (Regina Cunningham); Roberts Blossom (George LeBay). [+]

Sinopse: Adolescente problemático descobre um carro Plymouth e o restaura com amor. O carro, entretanto, tem vida própria e passa a matar todos que interferem em sua relação com o jovem, ao ponto dele mudar de personalidade.

Vai Lendo!

Quando me recomendaram a assistir a esse filme, minha primeira ideia era que se tratava de mais um trash tosco, afinal, o que seria mais tosco do que um carro assassino? Só um pneu assassino com poderes telecinéticos, mas esse é outro filme, se lhe interessou leia sobre Rubber aqui. Mas voltando para Christine, quando tive a oportunidade de assistir mudei a minha opinião, pois o bendito do filme é bom.

O barato sai caro, meus amigos.
O filme se baseia em uma obra de Stephen King, que magicamente tem o mesmo nome. Muito me impressionou o fato de um filme supostamente “babaca” ter sido muito bem feito e escrito. É um teen movie, mas não se prende a todos os clichês do gênero. A trama se foca na inter-obsessão proprietário-carro, e é bem intrigante o fato de se tratar de um carro fêmea que se apaixona loucamente por seu dono e morre de ciúmes dele.

1,5 tonelada de pura maldade.
A sexualidade do automóvel é um dos menores problemas, o maldito carro é um demônio de metal com quatro rodas. No filme não há nenhum motivo que explique como o veículo se tornou “autônomo”, simplesmente o mostra cruel e endiabrado desde sua fabricação. É um belo Plymouth Fury 1958 vermelho, pena que é movido a mal aditivado.

Um demônio de quatro rodas e motor V8.
Boa trama, bom roteiro e atuações razoáveis, esta é a composição de Christine (o filme, não o carro). Para mim, é uma das melhores adaptações dos livros de King, pois é imprevisível, envolvente e levemente tenso.

Nota (0-10): 8

Trailer

Cujo

sexta-feira, maio 27, 2011

Título: Cujo
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 91 min.
Ano de Lançamento: 1983
Estúdio/Distrib.: Warner Bros
Direção: Lewis Teague

Elenco: Dee Wallace Stone (Donna Trenton); Danny Pintauro (Tad Trenton); Daniel Hugh Kelly (Vic Trenton); Christopher Stone (Steve Kemp); Ed Lauter (Joe Camber); Kaiulani Lee (Charity Camber); Billy Jayne (Brett Camber).[+]

Sinopse: Um cachorro raivoso, picado por um morcego, espalha o terror em uma pequena cidade dos Estados Unidos e fazendo de reféns uma mulher (Dee Wallace) e seu filho – aprisionados dentro de um carro quebrado, sob um calor escaldante, durante horas intermináveis...

Vai Lendo!


Mais uma adaptação das incríveis obras de Stephen King, Cujo pode ser descrito mais como uma tentativa do que uma real adaptação. O filme possui um clima claustrofóbico e desesperador, mas não chega nem a assustar e nem a dar medo. É extremamente previsível, talvez a unica angústia de todo o filme esteja em um determinado momento, mas não há grandes surpresas.

“Meu Deus, esqueci a torneira aberta!”
Eu tive a oportunidade de ler o livro (Cão Raivoso), e digo que não esperava muita coisa quando soube da existência de um filme daquela obra. A história é complexa, e possui uma grande escala de fatos que vão se acumulando e resultam em mãe e filho presos no carro com um são bernado enorme e raivoso do lado de fora. No filme, os fatos meio que acontecem por acontecer, não há muito contato entre os personagens, e até parece obra do azar.

Vai deitar Totó, vai deitar!!!
Uma das em Cujo que me decepcionou foi a tentativa de transformarem um cão tão dócil num monstro. No livro essa mutação é espantosa, mas no filme o cãozinho Cujo deixa de ser um lindo são bernado e se torna um cão doente e lamacento. Outra coisa que achei ridícula é como um cachorro com raiva consegue ser tão inteligente. Chega a ser até engraçado, mas eu, que já tive experiências nada agradáveis com esse tipo de cão, sei que na primeira oportunidade, o bicho enlouquecido vai atrás de algo que chame mais a atenção. Eu sei que tem o lance de ele estar no território dele, mas não há como ele ser tão esperto.

Who let the dogs out?

Cujo pode até dar um sustinho ali, outro aqui, mas nada de grandes emoções. Na época em que foi lançado, ganhou prêmios e tudo mais, mas não vejo razão para isso. O filme tenta ser real, como se tudo aquilo pode acontecer com alguém, já que as chances de você ser atacado por um cão enlouquecido é maior do que por Serrial Killers ou fantasmas. Cujo não é de se jogar fora, só foi mal trabalhado.

Nota (0-10): 5,5

Trailer

IT - Uma Obra Prima do Medo (IT)

terça-feira, abril 12, 2011

Título no Brasil: It - Uma Obra-prima do Medo
Título Original: It
País de Origem: EUA / Canadá
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 187 minutos
Ano de Lançamento: 1990
Estúdio/Distrib.: Warner Home Vídeo
Direção: Tommy Lee Wallace

 Elenco: Dennis Christopher (Eddie Kaspbrak), Harry Anderson (Richard / Trashmouth' Tozier), Richard Masur (Stanley Uris), Annette O'Toole (Beverly Marsh Rogan), Tim Reid (Michael Hanlon), John Ritter (Ben Hanscom), Richard Thomas (William Denbrough), Tim Curry (Robert Gray / Pennywise / A Coisa) e Jonathan Brandis (William Denbrough - 12 anos).

Sinopse: Derry, no Maine, é uma pacata cidade que foi aterrorizada 30 anos atrás por um ser conhecido como "A Coisa". Suas vítimas eram crianças, sendo que se apresentava na maioria das vezes como o palhaço Pennywise. Com esta forma ele reaparece, 30 anos depois. Quem sente sua presença é Michael Hanlon (Tim Reid), um bibliotecário e único de um grupo de sete amigos que continuou morando em Derry. Assim ele liga para Richard Tozier (Harry Anderson), Eddie Kaspbrak (Dennis Christopher), Stanley Uris (Richard Masur), Beverly Marsh Rogan (Annette O'Toole), Ben Hanscom (John Ritter) e William Denbrough (Richard Thomas), pois todos os sete quando jovens viram "A Coisa" e juraram combatê-la caso surgisse outra vez. Porém este juramento pode custar suas vidas. 

Vai Lendo!


Pra quem tem muito medo de palhaço recomendo nem assistir esse filme. Pra quem odeia palhaços, vai gostar de ver It porém vai continuar odiando palhaços.  Me encaixo no segundo grupo. Odeio palhaços desde pequena, gostei do filme, mas me fez continuar odiando palhaços (se brincar ainda mais).

 Pennywise

It- Uma Obra Prima do Medo é mais um filme baseado em um livro do mestre do terror Stephen King. Li uns tempos atrás por aí na net gente comentando que o filme é muito curto. Acho que estavam querendo dizer em relação ao livro, que tem mais de mil páginas, pois o filme tem 3 horas de duração. Sim, é um filme bem longo. Pode ser cansativo, mas é interessante, diferente de alguns outros filmes que são apenas cansativos. 

 Hi, Georgie? Aren't you going to say "hello"?

De todos os filmes de palhaços que assisti quando criança o único que ficou na minha memória foi It. O ator Tim Curry (Esqueceram de Mim 2, As Panteras e mais um bando de outros filmes e séries) interpretou perfeitamente o papel do palhaço diabólico Pennywise, também conhecido como "A Coisa". As risadas macabras, a voz apavorante, o olhar e os gestos  do ator fizeram com que Pennywise se tornasse um dos palhaços mais apavorantes do cinema, ou simplesmente, o mais apavorante. Mesmo sem nunca ter visto o filme certamente você já viu alguma imagem dele por aí na internet.

Um palhaço com a típica maquiagem de palhaço. Mas Pennywise não é um palhaço qualquer. Mesmo sem os dentes afiados Pennyw ise já é assustador. Só os olhos vermelhos, a voz e os gestos estranhos deixa qualquer um desconfiado desse palhaço... 

Nas postagens da Carrie e do O Iluminado citei as diferenças entre livro e  filme, acho que até cheguei a comparar algumas coisas. Infelizmente ainda não li o livro It, então não poderei comparar o filme com o livro. Não gosto muito de comparar livros com filmes, porque afinal das contas livro é livro e filme é filme. No entanto as vezes é interessante comparar os dois, principalmente quando o  filme é muito inferior ao livro e vice-versa, principalmente também quando se trata de mais um filme inspirado em uma das obras de King. Enfim, depende do livro e depende do filme. No caso do It, terei que falar apenas do filme.

 Achei essa imagem neste blog. Tem vários livros do King aí, como Carrie, A Espera de Um Milagre, Christine, A Zona Morta, Cujo, vários outros e entre eles o It. Achei alguns livros do King para comprar na Submarino e na Americanas. Os preços dos livros variam de 12 até 80 reais (depende de cada livro, claro). Infelizmente não achei o It em nenhum destes dois sites, mas com certeza existem outros sites que vendem livros do Stephen King. Quem tiver um confiável pra recomendar, deixe um comentário.

Na verdade It - Uma Obra Prima do Medo é uma minissérie lançada em dois episódios para a tv americana e posteriormente lançada em vídeo (na época, duas fitas de vídeo, já que o filme possui mais de 3 horas de duração...). Acho que exatamente por se tratar de uma minissérie It não possuí lá efeitos muito bons. O palhaço é excelente e alguns acontecemimentos sobrenaturais são ótimos. Porém, algumas cenas são tosquinhas, principalmente no final. Ok, o filme é de 1990. Mas outros filmes dos anos 80 apresentavam efeitos melhores.

 Do you want a balloon? They float!

Com exceção do ator que fez o Pennywise, os outros atores são fracos e não convencem muito. As crianças são mais ou menos, mas os adultos são terríveis. Uma ou outra atuação que é razoável. Como são muitos personagens e dois tempos na história (a infância e a vida adulta de cada um) nenhum personagem chega a se destacar muito e no final quem chama mais atenção é o palhaço malvado.
 
Os 7 amigos. O "clube dos fracassados".

Muitas cenas são memoráveis e não citarei aqui pra não estragar o divertimento daqueles que ainda não viram. Mas dá sim pra ter medo de várias cenas, outras porém são um tanto quanto bizarras... Apesar dos pesares, It é um filme muito divertido e apavorante em alguns momentos. Pennywise rouba completamente a cena e mesmo após anos de ter assistido você ainda se lembrará do rosto do terrível palhaço (você se lembrará mais do palhaço do que da própria história do filme).

 Quantas covas Pennywise? 

O final ficou meio confuso, li por aí que no livro não é tão confuso assim mas no filme pareceu meio bobo. De fato, o final não é lá grandes coisas, mas não estraga todo o filme. It é um filme indispensável para o fãs de terror. Se você gosta de terror mas ainda não assistiu It, trate de assistir logo! Lembre-se que não é uma grande produção, não é um dos melhores filmes baseado em uma das obras do King e depois de anos talvez você nem se lembre da história... Mas é divertido, interessante e o Pennywise nunca mais sairá da sua cabeça. hehe    

Nota (0-10): 7 (algumas cenas e falas sem muito sentido, atuações fracas e história um pouco confusa. Mas mesmo assim o filme é bom!)

Trailer


 Curiosidade sobre o elenco:


- John Ritter que interpretou Ben Hanscom (o gordinho quando criança) também atuou em O Pestinha e O Pestinha 2. Fez mais séries e filmes para TV do que filmes pro cinema. Morreu em 2003 (como bem me lembrou o leitor Tibo. Obrigada! xD).

- Seth Green (Uma Saída de Mestre) interpretou Richie Tozier na inância. Pra quem viu o filme, ele era o ruivinho de óculos.

- Lembra do filme Ginger Snaps (no Brasil: Possuída) sobre duas irmãs em que uma vira lobisomen? Então, a atriz que faz Beverly Marsh criança (a única menina do grupinho) é uma das irmãs do filme Ginger Snaps. A atriz se chama Emily Perkins e também fez Juno, Insônia e Possuídas 2.

- A atriz Olivia Hussey que interpreta Audra, a esposa do Bill Denbrough (o loiro de óculos e "meio gago") fez a Julieta no filme Romeu & Julieta de 1968. Ela também fez Black Christmas de 1974. 

Everyone floats down here... When you're down here with us, you'll float too! 

Carrie, A Estranha (Carrie)

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Título Original: Carrie
País de Origem:
EUA

Gênero:
Terror

Tempo de Duração:
98 minutos

Ano de Lançamento:
1976

Estúdio/Distrib.:
United Artists / MGM

Direção:
Brian De Palma


Elenco: Sissy Spacek (Carry White), Piper Laurie (Margaret White), Amy Irving (Sue Snell), William Katt (Tommy Ross), John Travolta (Billy Nolan), Nancy Allen (Chris Hargenson), Betty Buckley (Srta. Collins), P.J. Soles (Norma), Priscilla Pointer (Sra. Snell), Sydney Lassick (Sr. Fromm), Stefan Gierasch (Sr. Morton), Michael Talbott (Freddy).

Sinopse

Carry White (Sissy Spacek) é uma jovem que não faz amigos em virtude de morar em quase total isolamento com Margareth (Piper Laurie), sua mãe e uma pregadora religiosa que se torna cada vez mais ensandecida. Carrie foi menosprezada pelas colegas, pois ao tomar banho achava que estava morrendo, quando na verdade estava tendo sua primeira menstruação. Uma professora fica espantada pela sua falta de informação e Sue Snell (Amy Irving), uma das alunas que zombaram dela, fica arrependida e pede a Tommy Ross (William Katt), seu namorado e um aluno muito popular, para que convide Carrie para um baile no colégio. Mas Chris Hargenson (Nancy Allen), uma aluna que foi proibida de ir à festa, prepara uma terrível armadilha que deixa Carrie ridicularizada em público. Mas ninguém imagina os poderes paranormais que a jovem possui e muito menos de sua capacidade vingança quando está repleta de ódio.



Pela primeira vez no VA colocarei o link "continue lendo". Acontece que esta postagem ficou enorme, enorme demais para ficar inteira na página inicial sem incomodar quem quer chegar até o final do blog =P. Pretendo fazer isso a partir de agora, mas antes gostaria de saber a opinião dos leitores. Vocês acham que o link "continue lendo" ajudaria ou pioraria a leitura no blog? Comentem, por favor



Vai lendo!



Carrie foi o primeiro romance do Stephen King e quase não chegou a ser publicado. King jogou as páginas que havia escrito no lixo, mas graças a sua esposa, Tabitha, que recolheu as páginas do lixo e incentivou o marido a continuar, ele terminou a história, que um tempo depois foi publicada e começou a fazer sucesso. Carrie também foi o primeiro livro de Stephen King que ganhou uma adaptação cinematográfica.

O primeiro livro de Stephen King que li não que tenha lido muitos, foi justamente Carrie. Apesar de ser uma história "curta" (o livro tem apenas aproximadamente 180 páginas) e rápida, é realmente impressionante. Vejo muitos falarem que a história é boba. Discordo totalmente disso. Se fosse tão boba assim, porque já foi copiada por vários outros filmes, novelas e seriados? Boba para alguns, mas o fato é que ninguém havia pensado em tal história anteriormente. E o livro, na minha opinião, é ótimo! A história é intrigante, nos envolve do início ao fim. Também é triste, triste mesmo. No final do livro ficamos com a sensação de "e se nada tivesse acontecido no baile? Por que não deixaram Carrie curtir seu primeiro baile?". É triste ver como tudo ocorre e por outro lado é interessante.



O filme "Carrie, A Estranha" de 1976, dirigido por Brian de Palma (Irmãs Diabólicas, Scarface, Femme Fatale, Missão Impossível, etc.), é considerado por muitos um clássico do suspense (ou terror, como preferir). Algumas situações que ocorreram no livro, poderiam ter sido adaptadas para o cinema, pois eram situações importantes. Por outro lado, algumas cenas acrescentadas no filme, que não haviam no livro, ficaram muito boas! Analisando todo o conjunto, gostei do filme.

Ao contrário de O Iluminado (1980), o filme Carrie foi um pouco mais fiel ao livro e as cenas acrescentadas não ficaram idiotas, muito pelo contrário, deixaram a história melhor ainda. As atuações convencem, embora o elenco "adolescente" (só no filme, pois os atores de verdade, pelo que pesquisei já tinham mais de 21 anos) tenha sido fraco. Na verdade, as atuações que mais chamam atenção é de Piper Laurie (Margaret White) e Sissy Spacek (Carrie White). As duas foram brilhantes, principalmente Piper Laurie, que interpretou de maneira marcante e extremamente convincente a mãe fanática religiosa de Carrie.



A trilha sonora é boa, só não gostei do barulho irritante que faz quando Carrie manifesta seus poderes psíquicos (sei que muitos acham que isso é a marca registrada do filme, porém achei desnecessário). ¬¬' Alguns efeitos, para a época, deveriam ser bons, mas assistindo hoje sem dúvidas consideraremos "tosquinhos".
O figurino não é grande coisa... roupas típicas dos anos 70 que acho horríveis. Algumas conversas são um pouco desnecessárias e a seqüência em que Chris Hargensen
(Nancy Allen), Billy Nolan (John Travolta) e mais dois amigos deles vão matar um porco, ficou mal explicada. Digo, de repente o filme pula para aquela cena, porém em momento algum foi enfatizado o enorme ódio que Chris fica de Carrie White (na verdade ela parece ter muito mais raiva da professora de educação física do que da pobre Carrieta White). No livro, esse ódio, mais o planejamento de uma vingança, são melhores explicados.



Em falar mais uma vez no livro, existe também o Carrie de 2002 (aquele que vive passando no SBT, clique aqui e assista o trailer) . O filme é tosco pra caramba , mas tem muitas coisas mais fiéis ao livro (e outras nem tanto). E falando da versão de 2002 e do livro, outra coisa que me chamou atenção foi as atrizes que utilizaram para interpretar Carrie. No livro, Carrie é descrita como uma menina MUITO feia. Desajeitada, com roupas estranhas e cheia de espinhas na cara. Porém, ela fica muito bonita na formatura. Acontece que Sissy Spacek, apesar de ter um rosto levemente estranho, é bonita. Logo, Carrie é bonita desde o começo do filme e tem um cabelo de dar inveja, e no baile está mais bonita ainda! Então não há muito aquela surpresa no baile de "ooh, ela está linda!", pois na verdade, ela nem muda muito. Já no filme de 2002 Carrie é realmente feia no começo, e quando chega o baile... continua feia! Também não há mudanças! Poderiam ter feito uma maquiagem para que a atriz que interpretasse Carrie parecesse mais feia inicialmente e no baile ficasse linda. Já que isso não foi feito em nenhuma das duas versões, se fosse pra escolher uma Carrie mais fiel ao livro, prefiro a de Sissy Spacek, pois além de uma melhor atuação, consegue ficar realmente bonita no baile huahuahua.




Carrie de 1976. Antes e durante o baile. Ao meu ver, apenas mais arrumada.


Carrie de 2002, também antes e durante o baile. Não era pra ela ter ficado bonita no baile?

Mas sem dúvidas, o que mais chama atenção no filme é a maneira como foi filmado. Vários ângulos de câmera legal e no final, a tela dividindo-se em várias e mostrando vários acontecimentos ao mesmo tempo, ficou show! Gostei muito dessa parte, mesmo ela não sendo tão intensa como no livro. E o final, que também não é igual ao do livro, adorei! Gostei do final do livro e do final do filme.



Enfim galere, entendam que é um filme antigo e não possui aqueles super ultra mega efeitos epeciais. Mas a história é boa e me agradou muito por ser razoavelmente fiel ao excelente livro.


Nota (0-10):
8,5 (é muito bom, porém não é maravilhosamente maravilhoso)
.

Trailer






Principais prêmios e indicações


Oscar 1977 (EUA): Recebeu duas indicações, nas categorias de melhor atriz, para Sissy Spacek, e de melhor atriz coadjuvante, para Piper Laurie.


Globo de Ouro 1977 (EUA): Recebeu uma indicação na categoria de melhor atriz coadjuvante, para Piper Laurie.


Avoriaz Fantastic Film Festival 1977 (França): Brian de Palma recebeu o Grande Prêmio.


Prêmio Edgar 1977 (Edgar Allan Poe Awards, EUA): Indicado na categoria de melhor filme.




Curiosidades


- A atriz Sissy Spacek não estava cotada para o papel de Carrie White, até que o diretor de arte de Carrie, A Estranha e também seu marido Jack Fisk solicitou uma audição para Spacek, a fim de que ela pudesse participar do filme. O diretor Brian De Palma gostou tanto da audição de Spacek que resolveu dar a ela o papel principal do filme.


- Este é o 1º de 4 filmes em que o diretor Brian De Palma e a atriz Nancy Allen trabalharam juntos. Os demais foram Terapia de Doidos (1980), Vestida para Matar (1980) e Um Tiro na Noite (1981).

- Betty Buckley, que em Carrie, a estranha atua como uma professora de ginástica, interpretou a mãe de Carrie na versão musical para o teatro norte-americano.

- O nome da escola de Carrie é "Bates High", uma referência proposital do diretor Brian De Palma a Norman Bates, principal personagem do filme Psicose, de Hitchcock.


- O rapaz da bicicleta que zomba de Carrie é Cameron de Palma, o sobrinho de Brian de Palma.


- Esse é o segundo filme de John Travolta,que na época pegou papel sem destaque e não passava de um mero jovem desconhecido, mas logo logo fez sucesso em Saturday Night Fever (Os Embalos de Sábado a Noite).


- Em 2002, uma refilmagem de TV foi lançado, estrelando Angela Bettis, Emilie de Ravin e Patricia Clarkson.


- Em 2006, no primeiro episódio da 3a. temporada da série Lost, a personagem Juliet aparece com um grupo de leitura conversando sobre o livro que deu origem ao filme.


- O roteiro de Carrie, A Estranha dizia que a casa dos White seria destruída por uma avalanche de rochas. Como os produtores e o diretor Brian De Palma não conseguiram rodar a cena como desejavam, resolveram mudar esta cena, fazendo com que a casa fosse destruída por um incêndio.


- As personagens Sue Snell e sua mãe foram interpretadas por mãe e filha também na vida real. No caso, Sue era Amy Irving e a Sra. Snell era Priscilla Pointer.


- 23 anos após seu lançamento estreou nos cinemas americanos A Maldição de Carrie
, continuação de Carrie, A Estranha (clique aqui para ver o trailer).



Fontes Wikipedia e Adoro Cinema.




Principais diferenças entre livro e filme (Contém SPOILER)



As informações abaixo foram retiradas do DVD com alguns comentários feitos por mim em itálico. Recomendo ver os extras do DVD, são muito bons.


Não aparecem no filme:


- As informações sobre os antecedentes dos personagens, incluindo: Carrie quando menina, criando uma chuva de pedras durante um acesso de raiva, o desejo de sua mãe de matá-la, quando percebeu o poder que tinha a filha e o relacionamento entre Chris Hargensen e seu pai poderoso e rico (ele ameaça o diretor da escola, após terem expulsado Chris da festa de formatura). Isso tudo seria muito interessante para a história do filme e foi uma pena não terem acrescentado.


- A investigação com o testemunho de Sue Snell e a estrutura jornalísitca geral do livro. Ficou muito legal no livro, mas realmente seria difícil fazer algo do tipo com apenas 2 horas de filme.


- Os poderes de Carrie foram diminuídos no filme - por exemplo, no livro ela destrói quase a cidade inteira. Essa parte é excelente no livro! Gostaria que o filme tivesse essa seqüência também, é minha parte preferida.


- Carrie mata Chris e Bill no carro, depois de matar sua própria mãe.


- A conexão psíquica entre Carrie e Sue no final do livro.


- Um epílogo sugerindo outra criança nascida com os mesmos poderes paranormais de Carrie. Quando li não aceitei bem essa parte. Achei meio clichê, não sei... Foi melhor não terem colocado isso no filme.


- No livro Carrie causa 409 mortes "com 49 vítimas ainda desaparecidas".


Acrescentado ao filme:


- Vários novos personagens - incluindo a mãe de Sue e outros adolescentes.


- A morte da Senhorita Collins: no livro, ela sobrevive, mas demite-se. Achei meio chato ela ter morrido no filme... coitada, era uma boa pessoa.


- A morte de Margaret White; no livro, Carrie causa um ataque cardíaco em sua mãe. Gostei da maneira como a mãe morre, tanto no filme quanto no livro. Achei a versão do livro mais emocionante, porém a do filme ficou bem criativa.

- O pesadelo de Sue, no final.
Adorei isso! huahua Um sustinho final só pra deixar esperto...


 
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