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A Tempestade do Século (Storm of the Century)

segunda-feira, agosto 12, 2013

Título no Brasil: A Tempestade do Século
Título Original: Storm of the Century
País de Origem: Canadá / EUA
Gênero: Terror/Suspense/Drama
Classificação etária: 12 anos
Tempo de Duração: 260 minutos
Ano de Lançamento: 1999
Direção: Craig R. Baxley

Elenco: Colm Feore, Tim Daly, Debrah Farentino, Jeffrey DeMunn, Julianne Nicholson, [+]

Sinopse: A ilha de Little Tall está para enfrentar o que os metereologistas estão chamando de “a tempestade do século”. Junto com ela, chega Andre Linoge, um forasteiro que logo se revela um assassino que põe a cidade inteira de refém. Linoge não é um homem comum: ele sabe os maiores segredos de todos os habitantes da ilha, além de ter o poder de controlá-las como bem quiser. Enquanto espalha uma trilha de sangue, Linoge faz sua exigência: “Dê-me o que eu quero e eu irei embora”. Os habitantes da ilha se unem numa última tentativa de confrontar o maligno Linoge, enquanto decidem se realmente querem saber a resposta do grande enigma: o que Linoge quer?

Vai Lendo!
 
"Me deem o que eu quero e eu vou embora". Essa frase ficará na sua cabeça por um longo tempo após assistir essa fantástica minissérie, com roteiro escrito por Stephen King direto para TV (e só depois virou livro, porém no formato de roteiro para cinema). E ao contrário do que muitos dizem, A Tempestade do Século não é sobre vampiro. Andre Linoge (Colm Feore) não é um vampiro. O que ele é afinal? Assista e descubra!

"Give me what I want and I'll go away"

E afinal de contas, o que diabos ele quer? É o que todos se perguntam e certamente você irá se perguntar também. Por que Linoge simplesmente não pega o que quer e vai embora? Outro mistério que te fará assistir todas as 4 horas da minissérie num piscar de olhos! O suspense é muito bem feito. As coisas não demoram para acontecer como em diversas outras produções. Um único acontecimento logo no início do filme já garante que você, humilde telespectador, fique doido para saber o motivo de tudo aquilo.

Cidadãos tão preparados quanto uma morsa no deserto.

A burrice de alguns cidadãos, a ignorância de outros e agressividade de muitos, podem nos deixar com um pouco de raiva, no entanto, pensando nisso agora vi que numa situação real talvez seria praticamente assim. Pois afinal: tem sempre o burro que não se dá conta do que está acontecendo, o desesperado que ferra tudo, o ignorante que acha que tudo é intriga da oposição e os "machões" de plantão que querem resolver no braço qualquer situação. Nesse sentido, isso atribui uma graça a mais à minissérie, além de mais verossimilhança. Então o que achei dos personagens? Essenciais. É uma cidade pequena, meio caipira, com seus costumes e relações próximas, então o comportamento de cada um e de todo o grupo é aceitável. 



Os atores por sua vez são muito bons. Em especial Colm Feore (Linoge), que nos convence perfeitamente de que não é um ser humano. O ator esteve em várias séries e também nos filmes Thor (2011), Chicago (2002), A Batalha de Riddick (2004) e A Outra Face (1997). Tim Daily (o policial Mike Anderson) atuou em diversos seriados, entre eles Private Pratices (2007) e Greys Anatomy (2007). E tem dois rostos bem conhecidos na minissérie: Spencer Breslin e Jeffrey DeMunn.

Spencer é o irmão mais velho da Abigail Breslin, o garoto faz filmes desde bem pequeno, você deve se lembrar dele no filme Duas Vidas (The Kid, 2000), onde fazia o papel do Bruce Willis na infância. O filme é bem bonitinho. No 'A Tempestade do Século' Spencer interpreta o filho do prefeito, um garotinho mimado e bravinho (mas muito fofo!).

E o Jeffrey, o prefeito na minissérie, é o Dale do The Walking Dead! Demorei para reconhecer, pois ele não está de cabelos super brancos e tal e já até tinha esqucido do Dale. Jeffrey atuou em outros três filmes inspirados em obras do Stephen King: Um Sonho de Liberdade (1994), À Espera de Um Milagre (1999) e O Nevoeiro (2007). Aliás, todos estes são excelentes filmes.

 "Dale"

A trilha sonora ficou bem legal, gostei muito! Em especial da abertura que, ao som de um piano, já nos deixa claro de que a obra será triste e misteriosa. Além de deixar a impressão de abandono, o que de fato está acontecendo com a cidade, já que metade da população foi embora por conta da grande tempestade. 

Os efeitos especiais são aceitáveis para a época. E foram utilizados mesmo só em alguns momentos e principalmente da metade para o final da minissérie, então não acredito que estragou alguma coisa. Tem horas que você estranha, do tipo "Hum? O que é isso agora?", mas aí você lembra de que é uma minissérie e não um reality show e de que é obra do Stephen King, aí você pensa "Não, beleza" (pois afinal, em livros do King topiarias se mexem e carros são demoníacos). É ficção poxa! Se for bem desenvolvido, para ficar fantástico e não ridículo, pode acontecer qualquer coisa!


"Born in lust, turn to dust. Born in sin, come on in!"

Outro detalhe legal da história é o fato do Linoge saber os podres de todo mundo. Você irá se divertir com isso! O povo fica doido com medo de que seus podres sejam revelados. É interessante por mostrar que até aqueles que ninguém suspeitaria, está envolvido com algo muito podre, como tráfico de drogas, prostituição, pedofilia, torturas e afins. A intenção certamente era mostrar que mesmo numa cidade pequena, bem religiosa e ao "estilo família",  há as "maçãs podres". Minha maior preocupação foi com o reverendo Riggins O.O (assista e fique também preocupado haha)
Eles devem ou não dar o que Linoge quer?

A Tempestade do Século de certa forma marcou minha infância, pois além de nunca ter esquecido do "Me deem o que eu quero e eu vou embora", também nunca me saiu da memória os olhos totalmente negros do Linoge! Havia assistido muitos filmes de terror quando vi esse, mas sempre que tinha um monstro e coisas do tipo, os olhos eram vermelhos, brancos ou amarelos. Nunca havia visto olhos totalmente pretos até naquela época e fiquei bem impressionada. Sem dúvidas, A Tempestade do Século fica em nossas mentes, nos envolve totalmente... E claro que recomendo! Ainda mais para aqueles que são fãs das obras do King! São 4 horas que valem a pena.

Nota (0-10): 9,5.

TRAILER




CURIOSIDADES*

 Na 1ª Parte, o personagem de Timothy Daly pergunta ao seu assistente, “Você vê o Super-Homem por aqui?”. Daly dublou o herói na série animada da WB  Superman – A Série Animada.

 A minissérie  tem lugar na Ilha de Little Tall, costa do Maine. Este é o mesmo local em que acontece a trama de Eclipse Total. A personagem principal da história, Dolores Claiborne, é mencionada nesta minissérie.

• O livro que Cat lê para as crianças, “The Little Puppy”, era o livro favorito de Danny Torrance em O Iluminado.

 Stephen King faz uma pontinha como o homem que aparece num comercial de TV, na cena em que Linoge invade a casa de Martha Clarendon, falando sobre o litígio entre a Macintosh & Redding.

 Os testes de elencos começariam em 9 de janeiro de 1998, em Southwest Harbor, Maine. Uma poderosa tempestade de chuva congelante atingiu o lugar naquele dia, transformando o estado inteiro uma área de desastre (três outros estados e quatro províncias canadenses também foram afetadas; partes de Quebec e Ontário foram atingidas com mais força do que no Maine).


 Mais um roteiro original do King. A Tempestade do Século seria, originalmente, um romance, mas King optou por transferi-lo para as telas de TV.

 Única vez em que a adaptação gerou um livro. No mesmo ano, foi lançada em brochura a versão roteirizada da minissérie. Embora não seja um livro como os outros (tendo apenas as falas e indicações do que ocorre, sem narração alguma), muito colecionadores o adquiriram. O livro ainda conta com uma introdução de King que comenta como foi o processo de produção da minissérie.

Em certo da trama, a cidade de Derry é mencionada.

• King pessoalmente escalou Craig R. Baxley para ser o diretor após ver seu trabalho no telefilme Twilight Man, que conta com dois atores que já trabalharam em adaptações baseadas em obras de King: Tim Matheson (no telefilme Às Vezes Eles Voltam), e Dean Stockwell (na minissérie Fenda no Tempo).

• Para Stephen King, A Tempestade do Século é seu trabalho favorito para televisão.

• Com a exceção das primeiras cenas, filmadas com a ajuda de um helicóptero, todo o resto da minissérie foi gravado num estúdio gigante.

• O nome de Linoge possui duas variações. A primeira, que é mencionada na minissérie, é o anagrama “Legion”, ou Legião, o demônio bíblico que também é mencionado no romance A Coisa. A segunda mexe com o idioma francês, em que o nome Linoge se torna “La Neige”, que significa “A Neve”.

*Curiosidades retiradas do site http://www.kingofmaine.com.br/

Guerra Mundial Z (World War Z)

quinta-feira, julho 04, 2013

Título no Brasil: Guerra Mundial Z
Título Original: World War Z
País de Origem: EUA / Malta
Gênero: Ação
Classificação etária: 12 anos
Tempo de Duração: 116 minutos
Ano de Lançamento: 2013
Estreia no Brasil: 28/06/2013
Site oficialhttp://www.worldwarzmovie.com/
Estúdio/Distrib.: Paramount Pictures
Direção: Marc Forster

Elenco: Brad Pitt (Gerry Lane), Mireille Enos (Karin Lane), Daniella Kertesz (Segen), James Badge Dale (Captain Speke), Ludi Boeken (Jurgen Warmbrunn), Matthew Fox (Parajumper), Fana Mokoena (Thierry Umutoni), David Morse (Ex-CIA Agent), [+].

Sinopse

A história gira em torno do funcionário das Nações Unidas Gerry Lane (Brad Pitt), que atravessa o mundo em uma corrida contra o tempo para deter uma pandemia que está derrotando exércitos e governos e ameaçando dizimar a própria humanidade.

Vei Lendo!

Não sou uma pessoa que gosta de utilizar esse tipo de expressão, mas que se dane: esse filme é foda! Não li o livro, então analisei apenas o filme e gostei pra caramba! Começando pelo o jeito como as coisas acontecem, tudo muito rápido! No início tem pouca conversa e o resto é praticamente tudo ação. Mas não algo idiota e absurdamente exagerado. Uma ação inteligente com personagens inteligentes!

Sim, isso foi outro ponto que me agradou muito! Ao contrário do que ocorre em muitos filmes de infestação zumbi e tal, o personagem principal não é um bocó que age como um frango louco o tempo todo e toma uma decisão absurda atrás da outra. Gerry Lane (Brad Pitt) é uma homem inteligente, esperto, pensa rápido e sabe agir em momentos de tensão. Isso faz com que o filme não caia do clichê e flui perfeitamente, de uma maneira eletrizante. Só notei um detalhe que não foi um ato de inteligência do Gerry e que comentarei no final do post.

COOOOORRE CAMBADA!

Os infectados são outra maravilha a parte: rápidos para caramba, com uma força de um ser humano com muita adrenalina e doidões! A transformação se dá em 12 segundos, algo que faz você pensar como a vida do povo do The Walking Dead é tranquila e pacífica! Também acho interessantíssima essa questão dos zumbis, pois em muito filmes são mortos-vivos podres, lentos e burros. A contaminação demora bastante para acontecer, dando até tempo de ir pescar. E numa infestação assim não me parece que os zumbis venceriam. Lentos e fácil de matar? O único problema é quando estão num bando grande, fora isso são bem vulneráveis.

Agora no Guerra Mundial Z não, os infectados são terríveis! A contaminação é rápida, tornando explicável a velocidade com que o "vírus" se alastra. Eles não são podres,  apesar de estarem mortos: possuem a força e rapidez de quando foram humanos, só parecem mais rápidos e mais fortes provavelmente pela questão da adrenalina. Esses zumbis não são fáceis de matar e a coisa é correr muito! Amei isso! Qual é, porque com zumbis imbecis e lerdões o vírus se espalharia tão de pressa? Do jeito que é no World War Z é completamente aceitável que 5% da população mundial esteja infectada num curto período de tempo. Outros filmes com infectados no estilo são Extermínio (28 Days Later), Eu Sou A Lenda (I Am Legend) e Zombielandsendo que apenas os zumbis do Eu Sou A Lenda chegam aos pés dos zumbis desse filme. 


A trilha sonora é perfeita para os momentos de ação e tensão. Falando em ação e tensão, esses são um dos pontos mais fortes do filme. As cenas de ação são literalmente de tirar o fôlego, assim como as de tensão! Você fica torcendo em voz baixa para os personagens, falando como se fossem te ouvir "Cuidado, cuidado...", "Acorda, olha o que tá acontecendo!", "Xiuu" (você entenderá vendo o filme) e principalmente: "COOOOORREEE!". Não é um filme cansativo, chato, clichê. É contagiante do início ao fim (acredite: é do início ao fim mesmo!).

E os efeitos especias? Ficaram muito bons! Os infectados são horríveis e fazem uns movimentos bem esquisitos. O jeito que eles se jogam também é impressionante. A maquiagem é perfeita e os barulhos que eles fazem também!


Os atores são ótimos, isso nem se discute. As situações pelas quais eles passam são, além de tensas, bem emocionantes. A história é, no geral, excelente! Vi alguns seres estranhos comentando que a história é clichê... Como assim clichê Jaum? Sim, a questão dos zumbis não é nova, no entanto Guerra Mundial Z ficou bem diferente dos filmes de zumbis que até então já foram lançados. Tudo nele é diferente: a história, a atitude dos personagens, os infectados, as situações e principalmente o desfecho (que é ótimo!). 

É um filme que você deve assistir! É muito legal mesmo! O fato que achei mais interessante foi a questão da união, da bondade, da cooperação entre as pessoas. Não caiu naquele clichê de sempre ter um do contra, sempre ter "o malvado", alguém querendo se aproveitar dos outros ou alguém extremamente egocêntrico. No filme todos se ajudam, todos cooperam, sem questionar muito. É sobrevivência, nessa hora todos devem estar unidos! Se um não ajudasse o outro, permanecesse no egoísmo triste e imbecil, a população mundial sumiria do mapa bem rápido. O filme é tenso, mas possui uma mensagem muito boa e necessária nos tempos de hoje, numa sociedade onde cada vez mais as pessoas só se importam com elas mesmas: temos que nos unir! Unidos somos fortes! Unidos conseguimos superar as dificuldades. Um ajuda o outro, um cuida do outro, e assim as coisas vão dar certo, vão funcionar.

World War Z entrou para a minha lista de favoritos e espero que entre para a sua também!  

NOTA (0-10): 10 (um filme de zumbis que se sobressai no meio de tantas produções repetitivas)

TRAILER


CURIOSIDADES

Livro de zumbis: Baseado no livro "Guerra Mudial Z", de Max Brooks.

Comprando os direitos: O valor pago pela Paramount pelos direitos de adaptação não foram divulgados, mas as informações são de que o contrato foi de seis dígitos.

Atores cotados: Os atores Ed Harris e Matthew Fox chegaram a ser escalados para a produção, mas conflitos de agenda impediram a participação de ambos.

Filadélfia no Reino Unido: Rodado em várias locações do Reino Unido, como Glasgow e Escócia. Para que o local ficasse parecido com a Filadélfia, carros, caminhões e até placas de rua foram importadas para a devida caracterização. O motivo dessa operação foi fugir das altas taxas, uma vez que não foi oferecida nenhuma redução de impostos para a produção rodar por lá.

Herói do set: Durante uma das cenas que envolviam uma multidão de zumbis, uma das figurantes caiu no chão e começou a ser pisoteada. A situação só não foi pior porque o astro Brad Pitt a pegou, colocou-a nas costas e saiu do local antes que se tornasse algo mais grave. O agradecimento ao galã veio somente depois que a cena foi concluída.


Produção complicada: A produção de Guerra Mundial Z passou por diversas dificuldades: mudanças no roteiro, gravação de novas cenas, problemas com os efeitos especiais... Após todas essas alterações, o filme teve sua estreia adiada em mais de seis meses.

Improvisação: Para garantir um maior realismo em Guerra Mundial Z, a maioria das cenas familiares foram improvisadas pelos atores.

Figurantes: Nas cenas do início da epidemia, em Glasgow, foram utilizados 200 figurantes para dar a impressão de uma multidão. Em outra filmagem, a produção contou com um total de 700 figurantes.

PODIA TER FEITO ISSO (SPOILER!)

Na cena em que o Gerry está no laboratório pegando lá os frascos e tem um zumbi do lado de fora, em vez dele ir injetando qualquer coisa poderia ter escrito no caderno assim e "Vou colocar o vidro perto da câmera, se for o certo dê um toque no telefone, se for o errado dê dois". Ele conseguiria escutar o telefone, pois conseguia escutar o zumbi do lado de fora e saberia qual seria o melhor para injetar, sem todo aquele drama. Foi mostrado que a mulher conseguia ligar e ele tinha um caderno, porque não fazer isso? De qualquer maneira, foi uma cena legal.

A Morte do Demônio (Evil Dead)

quarta-feira, julho 03, 2013

Título no Brasil: A Morte do Demônio
Título Original: Evil Dead
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Classificação etária: 18 anos
Tempo de Duração: 91 minutos
Ano de Lançamento: 2013
Estreia no Brasil: 19/04/2013
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures
Direção: Fede Alvarez

Elenco: Jane Levy (Mia) Shiloh Fernandez (David), Lou Taylor Pucci (Eric), Jessica Lucas (Olivia), Elizabeth Blackmore (Natalie), [+].

Sinopse

Mia (Jane Levy) é uma garota viciada em drogas. Ela é levada pelos amigos Olivia (Jessica Lucas) e Eric (Lou Taylor Pucci) para uma cabana isolada na floresta, no intuito de realizarem uma longa cura de desintoxicação. Para a surpresa de todos, o irmão de Mia, David (Shiloh Fernandez), rapaz afastado dos amigos e familiares há tempos, também aparece, junto de sua namorada, Natalie (Elizabeth Blackmore). O clima já não era muito bom, até eles encontrarem o Livro dos Mortos. Daí em diante, tudo piora.

Vai Lendo!

Primeiramente gostaria de deixar a minha revolta com a distribuidora desse filme, que aqui no Brasil fez uma propaganda enorme porém distribuiu pouquíssimas cópias para os cinemas brasileiros: Resultado: toda a galera doida para ver Evil Dead e ele foi exibido em apenas algumas cidades, principalmente capitais (e olhe lá!). É simples: NÃO FAÇAM tanta propaganda de um filme que não estará disponível na maior parte do território nacional! É sacanagem! É o mesmo que fazer uma propaganda enorme do PS4 ou Xbox One em todo Brasil e os mesmos forem vendidos apenas no Acre! Se não teria cópias para todos os cinemas, baixassem a bola no merchan! Foi tanta burrice que o filme teria lucrado muito mais se tivesse estreado em mais lugares, tento em vista que tinha MUITA gente louca para assistir!

Pronto, expressei minha revolta. Agora vamos para a segunda questão. Por favor, leia para compreender melhor minha opinião sobre esse filme e não vir dizer bobeiras. Gosto muito do The Evil Dead, o original de 1981. Assisti ele nos anos 90 e creio que assisti bem mais de 5 vezes. Também assisti várias vezes Evil Dead II e Army of  Darkness. A trilogia Evil Dead era a minha preferida entre os filmes de terror quando era pequena (junto da trilogia Child's Play). Gosto muito mesmo, já vi making off dos filmes, li várias coisas a respeito e tal. Estou dizendo isso para mostra-lhes que conheço bem e gosto muito da versão original. Não sou uma expert no assunto e não fui atras de tudo em relação ao filme até porque acho esse tipo de comportamento meio doentio as vezes, mas até que entendo sobre The Evil Dead (sim, o original tinha o "The" na frente). E para sua enooorme surpresa (será?): gostei dessa nova versão!
 
Dessa vez ela não foi estuprada pelo bosque pervertido.

Pontos positivos (o que gostei): Não espere que esse filme seja igual ao de 1981, porque NÃO É e nem tem como ser. Naquela época, outras coisas assustavam o povo, as técnicas utilizadas eram outras, outro estilo estava "na moda". Não espere ver pessoas com máscaras de borracha com feições demoníacas e uma ou outra gracinha aqui e ali. Faça como eu e se prepare para um filme de 2013 e não um de 30 anos atrás. Sim, o antigo tem sua graça, sua beleza e NUNCA será superado, pois é o original. Porém, não se pode fechar os olhos para coisas novas, para a atualidade.

Evil Dead 2013 é sério, bem sério. Embora veja um ou outro pirralho falando por aí que o filme é engraçado (sim, aqueles moleques que se borraram de medo no cinema, mas riram para disfarçar) ou um ou outro adulto dizendo que é fraco (pois para alguns falta imaginação...), esse filme não foi engraçado e muito menos fraco. Se você parar de frescura e prestar bem atenção nas cenas e história, poderá até sentir uns arrepios de vez em quando. E, por favor né povão, comparado com todos os filmes de terror dos últimos 10 anos (e não acrescento aqui aqueles trashzão doentios que pessoas doentes assistem), A Morte do Demônio pode ser considerado um dos melhores, se não o melhor!
 

Temos no filme atores jovens e pouco conhecidos, deixando tudo mais legal pois não se tratam de rostinhos que já estamos cansados de ver. E todos se saíram bem. Vi uns reclamando e falando que foram péssimos atores, mas galera, e os de 81? Eram o quê? Gostei de colocarem atores pouco conhecidos, ficou menos clichê.

Outro ponto forte foi as cenas gore. Muito sangue, muita pele sendo rasgada, vômitos e afins. Foi na quantidade certa: nem muito, para não ficar engraçado (como Arrasta-me Para Inferno) e nem pouco, para não ficar fraquinho. Não teve os banhos de sangue absurdos como nos originais, mas como disse, foi na medida certa para ficar sério e perturbador. O jeito dos possuídos foi outra coisa perturbadora. O pescoço retorcendo, o olhar fixo, a pele acabada... não, não teve máscara de borracha, porém ficou convincente. No começo é fraco, mas à medida que a história progride, o medo das criaturas aumenta mais ainda. Ficou bem diferente a questão dos possuídos, de um jeito que me convenceu.

E vai ter mãozinha de novo?

Gostei muito da história também, que dessa vez ficou bem mais elaborada. Tudo bem que continua sendo estranho o fato de insistirem em ficar numa cabana velha no meio de uma floresta sombria e completamente deserta, no entanto o motivo de estarem lá foi bem interessante e legal que também explica o motivo de não quererem sair dali o mais de pressa possível: com a garota em abstinência, o ideal era mantê-la lá até que passasse pela crise maior. Mais legal ainda o fato do demônio possuir primeiramente a mais fraca. E adorei confundirem a possessão com a crise de abstinência, muito bem bolado!

A questão da história dos personagens também foi muito boa! Uma é usuária de drogas, o outro é um "covarde" que deixou a irmã sozinha e não visitou a mãe que estava morrendo, o casal de amigos que se sentem "traídos" pelo amigo "covarde" que sumiu por 3 anos (acho que era isso) e a namorada do "covarde", que não entende nada do que está acontecendo. Todos ali tem suas fraquezas, uns mais e outros menos. Porém, na hora que o "bicho pega", todos podem surpreender. Ao contrário da versão de 81 onde a história e personalidade de cada um foi pouco trabalhada, nesse temos personagens bem construídos, fazendo que se torne mais compreensível suas escolhas e ações.

Gostei também da fotografia, que ficou bem bonita em certas partes. O cenário bem sombrio, com pouca luz e numa névoa densa ficou perfeito! Um detalhe que achei legal e creio não estar enganada: o carro do primeiro filme (de 81) está lá! *-*


Pontos negativos (não gostei): Algumas falhas, como alguém estar todo sujo de sangue e no corte seguinte aparecer quase de cara limpa. Uma parte você acha que um olho foi furado, mas na verdade não foi (como?!?!). Essas falhas me incomodaram bastante. Não estraga o filme todo, mas incomoda.

A trilha sonora ficou muito boa, bem assustadora. Só que em certas partes parece "épica" demais e estraga um pouco o clima de terror. Não souberam muito bem equilibrar aí a questão da tensão e do terror. Tem horas que seria muito melhor o terror, o medo, do que a tensão.

Gostei dos sustinhos, do rosto que aparece. Não precisava aparecer "tanto", incomodou também. Felizmente não caiu muito no clichê dos filmes atuais, onde sempre um rostinho aparece no meio do escuro e a trilha sonora faz aquele "tcharam!". Aconteceu isso, na verdade, porém o rosto que aparecia ficou assustador o que até despertou uns leves sustinhos.


Uma ou outra cena que apareceu no trailer não consta no filme ou ficou menos forte (talvez porque vi o trailer várias vezes...). Não gosto muito disso, sei que ocorre com muitos filmes, mas parece meio enganoso... Você lá aguardando uma cena e nada. É meio chato.

O final foi legal, entretanto poderia ser bem melhor. O Livro dos Mortos ficou meio didático de mais. Só faltou ilustrações do Maurício de Sousa e do Ziraldo. Digo, ok, tá macabro, só que com muitos detalhes. Acontece uma coisa, o cara vai lá correndo e já encontra a imagem no livro. Sei lá, meio bobinho, meio óbvio demais. Tinha que ser uma coisa mais enigmática, mais difícil de notar.

Pensava que seria mais tenso esse trecho...

Veja Evil Dead sem esperar algo idêntico ao original. Já disse: espere ver um filme de 2013. Não superou o original e ficou um pouco curto demais, porém ficou ótimo! Filmes de terror requerem imaginação. Já percebeu que pessoas com pouca imaginação, costumam não gostar de terror e ficção científica? Isso porque apresentam grandes dificuldades para imaginar criaturas diferentes, universos paralelos, outros mundos e coisas do tipo. Não deixe se convencer por pessoas assim. Do mesmo modo que a maioria dos filmes terror, Evil Dead 2013 requer sua imaginação. Deixe-se levar pelo filme, se envolva com a história (só não muito, por favor) e com os personagens. Não olhe o filme, veja, assista. Recomendo isso também para a maioria dos filmes de terror e ficção. Deixe sua mente voar nessas obras. Certamente achará algo interessante. The Evil Dead de 1981 sempre está nos nossos corações, mas vale dar uma chance para uma nova versão. 

Nota (0-10): 9.0

TRAILER


CURIOSIDADES

Diretor estreante:  É o 1º longa-metragem dirigido por Fede Alvarez, que obteve destaque graças ao curta Ataque de Pânico!(2009).

Mudança de protagonista: Gillian Jacobs chegou a fazer uma audição para a personagem Mia, mas perdeu o papel para Lily Collins. Posteriormente, a atriz desistiu do filme e abriu espaço para a contratação de Jane Levy.

Elas tentaram: Agnes Bruckner e Thora Birch fizeram testes para a personagem Natalie. Já Jurnee Smollet-Bell fez uma audição para Olivia.

Brincadeira com os nomes: Se você pegar a primeira letra dos personagens David, Eric, Mia, Olivia e Natalie perceberá que elas formam a palavra demon (demônio, em inglês).

Homenagem: Logo no início do filme pode-se ver que a personagem Mia usa um suéter da universidade de Michigan. Trata-se de uma homenagem a Sam Raimi, diretor do filme original, que estudou nesta universidade.

Participação não-creditada: Apesar de não ser creditada, Diablo Cody escreveu um último tratamento do roteiro do filme.

Nova série: Bates Motel

sábado, abril 27, 2013

Bates Motel é a nova série do canal pago estadunidense A&E que se passa antes dos acontecimentos do filme Psicose, de 1960 do famoso diretor Alfred Hitchcock. A série estreou no dia 18 de março desse ano lá nos EUA e não sei qual a data de estreia prevista para o Brasil, no entanto o seriado já se encontra disponível para download em vários sites brasileiros. Procure se quiser, esta fácil de encontrar. Aqui no Vai Assistindo NÃO DISPONIBILIZAMOS LINKS PARA DOWNLOADS!

A trama contará como Norman Bates (Freddie Highmore) desenvolveu seu lado sombrio e psicótico entre a infância e a adolescência, explicando como o amor de sua mãe, Norma (Vera Farmiga), ajudou a moldar um dos mais conhecidos maníacos da história do cinema.

No elenco temos nomes bem conhecidos como Vera Farmiga (a mãe da terrível Esther no filme A Órfã e está no Invocação do Mal), Max Thieriot (A Última Casa da Rua, Jumper), Mike Voghel (Cloverfield, O Massacre da Serra Elétrica de 2003), Nestor Carbonell (Batman - O Cavaleiro das Trevas, Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge e mais conhecido por ter interpretado o Richard na série Lost). No papel do Norman Bates, temos um rosto muito conhecido, porém agora um pouco mais velho:


Lembra desse garoto?


Sim, é ele mesmo! Freddie Highmore, o Charlie Bucket da Fantástica Fábrica de Chocolates (2005) do Tim Burton. Highmore já fez diversos filmes: Em Busca da Terra do Nunca (2004), Arthur e os Minimoys (2006), O Som do Coração (2007), As Crônicas de Spiderwick (2008) e as continuações do filme Arthur e os Minimoys. O garoto se tornou conhecido aos 11, 12 anos, após atuar no filme Em Busca da Terra do Nunca e desde então tem aparecido em muitos outros filmes. Hoje ele está com 20 anos e é o protagonista do Bates Motel.

Assisti dois episódios da série e estou gostando. A trama é cheia de mistérios, não é só a família Bates que é esquisita, mas toda a cidade... O relacionamento dele com a mãe é estranho e fico com aquela sensação de que uma hora ou outra irá acontecer um enorme desastre na vida dos dois. Algo que não gostei na série foi o fato de não se passar nos tempos do filme Psicose. Tudo se passa agora, nos anos 2010. Sei lá, não era tão difícil assim recriar um ambiente dos anos 60 pra baixo e teria muito mais graça. 


De qualquer forma, Bates Motel está legal, tem ótimos atores, um bom mistério e já tem até uma segunda temporada confirmada! Sem dúvidas, a série tem muita coisa para ser um sucesso, ao estilo Dexter. Estão apostando tanto em Bates Motel, que a série nem passou pela fase de aprovação do episódio piloto e já recebeu uma encomenda de 10 episódios para a primeira temporada.

Esse cara realmente não envelhece e aparece em todo lugar! O_O

Seis episódios já foram lançados e ainda faltam mais quatro para encerrar essa temporada. Vamos ver se Bates Motel será tudo isso que todos estão esperando ou irá nos decepcionar muito. Particularmente, torço para o sucesso da série. Com a temporada final de Dexter se aproximando, seria legal ter uma nova série de serial killer para assistir (já tem The Following, mas odiei o primeiro episódio e nem pretendo acompanhar).

Norman e Norma: um relacionamento medonho...

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O Segredo da Cabana (The Cabin in the Woods)

quarta-feira, abril 24, 2013

Título no Brasil: O Segredo da Cabana
Título Original: The Cabin in the Woods
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Classificação etária: 16 anos
Tempo de Duração: 95 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Estúdio/Distrib.: Universal Pictures
Direção: Drew Goddard

Sinopse e elenco: 

Cinco amigos vão a uma cabana afastada e coisas ruins acontecem. Se você pensa que já conhecem esta história, pense novamente. Dos favoritos dos fãs Joss Whedon (Os vingadores, Serenity - A luta pelo amanhã, seriado Buffy a caça vampiros, da TV) e Drew Goddard (Cloverfield o Montro) chega O segredo da Cabana, que vira o gênero pelo avesso. Produzido por Whedon e Dirigido por Goddard, com roteiro de ambos, o filme é estrelado por Kristen Connolly, Chris Hemsworth (Os vingadores, Branca de neve e o caçador) Anna Hutchinson, Fran Kranz (seriado Dollhouse, da TV), Jesse Williams (seriado Grey's Anatomy, da TV), Richard Jenkins (Queime depois de ler) e Bradley Whitford (seriado The West Wing, Parks and Recreation, da TV).

Vai Lendo!

AVISO: LEIA toda a crítica e procure ENTENDER BEM esse filme antes de tecer comentários ridículos!
Obrigada pela atenção. Fique agora com a crítica. :D

Há tempos que vejo o povo falar sobre esse filme, no entanto nunca tive curiosidade de assistir. Acredito que nem vi o trailer completo. Sei lá, imaginei que se tratava de mais um filme sobre jovens sendo assassinados por algum assassino doidão. E o filme é isso, mas não é. É suspense, sem ser. É terror, menos terror, mais terror. Confuso? Pois então, é exatamente assim que você ficará após assistir O Segredo da Cabana, que só para constar: é muito legal!

O bonitão, a loira burra e assanhada, o "nerd", o "noiado" e a virgem será? Esses são os ingredientes mais comuns de que gênero cinematográfico mesmo...?

Vi muita gente  falando que ao começar a ver o filme, esperava que fosse bem clichezão. Não sei mesmo porque pensaram dessa forma, tendo em vista que o filme é diferente desde o início! Ao começar pela abertura, que se inicia “macabra”, igualzinha a de muitos outros filmes de terror, com imagens estranhas, sangue e toda aquela trilha sonora, e de repente é cortada para dar espaço a dois funcionários de alguma empresa qualquer, conversando sobre mulheres e a vida. E nesse cenário que aparece o título do filme, em vermelho, junto de uma trilha sonora tenebrosa. Assim... WTF? O que tem de tenebroso em dois funcionários conversando? Para os melhores entendedores, basta esta abertura para sacar que o filme será beeem diferente! A confirmação vem quando os jovens saem de casa e tem um cara no telhado, ao estilo espião, dizendo que "o ninho está vazio".

Mas, afinal, O Segredo da Cabana é o que então? É simplesmente uma crítica ao cinema do terror e suspense e ao público desses gêneros. Do início ao fim, O Segredo da Cabana é uma bela e bem humorada crítica! E necessária também, pois já estamos saturados de filmes de terror que são praticamente todos iguais. Mudam uma coisinha aqui e outra ali, mas é tudo a mesma coisa (salvo raras exceções bacanas como Arrasta-me Para o Inferno e Silent Hill, por exemplo).


Começa-se a crítica pela abertura, que é igualzinha a de muitos outros filmes de terror lançados nos últimos anos. Depois conhecemos os personagens, totalmente estereotipados, até em seus figurinos: o bonitão fútil com o típico moleton de universidade, a loira estúpida e que veste roupas justas, o nerd bonitinho que é um bom rapaz e usa óculos, a suposta virgem comportada e o noiadão que só fala "nada com nada". E para onde esse grupo de jovens vão? Claro, para uma cabana velha no meio da floresta. Lá eles dançam, bebem, falam e fazem besteiras, pois afinal de contas, essa é a única coisa que os jovens fazem (segundo os filmes de terror). E adivinha quem será o primeiro a morrer? Se você já conhece bem os filmes de terror, já sabe quem...

Tudo, cada pontinha do filme é uma crítica! Uma das mais legais é em relação a ação inusitada dos jovens, como por exemplo, alguém decidir se separar quando todos poderiam ir juntos. Cara, quem na vida real pensaria numa coisa dessas? Por que os personagens dos filmes de terror tem que ser tão burros? O filme dá uma ótima explicação: só pode ser algum tipo de droga (só assim para agir de forma tão, tão estúpida). Outro comportamento interessante ocorre quando o resto do grupo decide seguir, sem nem questionar, as ordens do "macho alfa", no caso, o bonitão (que aliás, é outra crítica: o cara faz sociologia e é super inteligente, mas de repente passa a agir feito um imbecil que só se importa com seu próprio corpo). 


No final do post, deixarei outras explicações, se não acabarei dando muitos spoilers (leia se você já viu o filme!). Mas tenha em mente o seguinte: não o encare como sendo um filme de terror. O Segredo da Cabana é uma produção sobre os filmes de terror que critica o excesso de histórias recicladas desse gênero e que, apesar disso, também homenageia. Por isso muitos o consideraram um filme super inteligente. E ficou inteligente sim, além de super divertido.

As atuações são boas, mas não são lá grandes coisas. Talvez propositalmente. O CG do filme tem horas que deixa a desejar, porém não estraga a diversão. É um filme bem produzido, com uma trama até bem bolada. Infelizmente, o final deixou a desejar, poderia ser mais elaborado... Aí sim o filme ficaria ótimo!

Recomendo para os fãs de filmes de terror que já estão saturados das mesmas histórias de sempre. Recomendo para aqueles que gostam de pensar e que gostam de ideias diferentes. Não é, definitivamente, um filme para o povão que só se importa com efeitos visuais e a mesma história manjada de sempre. Eles irão achar o filme confuso e "muito ruim, muito lixo", como muitos dizem. O Segredo da Cabana não é super complexo, não é difícil de entender. Se você já sabe que é uma crítica, apenas aprecie. Tenho certeza de que irá gostar.

Encerrando com banhos de sangue e tripas o/

Se divirta também na tentativa de reconhecer as referências a diversos filmes famosos, como The Evil Dead, Hellraiser, The Ring, Anaconda, O Iluminado, Sexta-Feira 13, filmes de zumbis e lobisomens em geral e por aí vai. E também detectei uma outra referencia que não vi ser citada em outros lugares, porém acho que está certa, que seria em relação aos Mitos de Cthulhudo famoso escritor norte-americano H.P. Lovecraft (1890-1937). Falarei mais sobre logo abaixo.

Nota (0-10): 9 (Não dou essa nota pelo terror, porque esse é e não é o foco principal do filme. Mas pela criatividade e ousadia).

TRAILER


ALGUMAS EXPLICAÇÕES E CURIOSIDADES (CONTÉM SPOILERS!)

-  Outras produções cinematográficas bem conhecidas já abordaram também esse conceito, de crítica aos filmes dos gêneros terror e suspense, de forma humorada e irônica, repleta de referências. Bons exemplos disso são a série Todo Mundo Em Pânico (Scary Scream) e o Pânico (Scream), sendo que o último filme, Pânico 4 de 2011, foi o que mais abusou das críticas e referências.

- Trecho retirado do site Boca do Inferno: "A própria versão do título em português (O Segredo da Cabana) nos remete imediatamente a outros dois filmes importantes do gênero: Cabana do Inferno (2002), de Eli Roth e A Morte do Demônio, clássico absoluto entre filmes cujo cenário é uma cabana no meio de uma mata (sim, existem vários). Coincidentemente (e enganosamente), o título é também a junção de dois best sellers sucesso de vendas: O Segredo, de Rhonda Byrne e A Cabana, de William P. Young. Já o título original (The Cabin in The Woods) faz uma alusão direta ao predecessor de A Morte do Demônio dirigido por Sam Raimi em 1978, Within The Woods".

- No filme, parece que eles (americanos) estão em certa guerra com os japoneses (e os outros países já eram). Podemos interpretar isso como se apenas os EUA e Japão produzissem filmes bons de terror e que os dois vivem numa constante disputa: americanos com seu banho de sangue e japoneses com seus espíritos vingativos. E não é assim que está acontecendo?

- Uma das capas do filme foi claramente inspirada na famosa obra Relativity de 1953 do artista gráfico M.C. Escher, um holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons, que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes (Trecho retirado do Wikipédia). O que nos sugere que o filme pode ser encarado por diferentes pontos de vista e pode render diversas e diferentes interpretações.

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- Na história, ficamos sabendo dos tais Deuses ou Ancestrais (Antigos...algo do tipo), que são seres muito antigos que viveram na terra muito tempo antes de nossa existência e que estes deuses poderiam acabar com a vida humana na terra. Lembrei na hora do livro que estou lendo, Histórias de Horror: O Mito de Cthulho, por H.P. Lovecraft. Confira um dos trechos: "Tinha havido eras em que outros Seres governaram a Terra, e Eles haviam sido detentores de grandiosas cidades. Vestígios d'Eles, segundo os imortais chineses lhe haviam relatado, ainda podiam ser encontrados na forma de pedras ciclópicas nas ihas do Pacífico. Todos eles haviam morrido em épocas imensamente anteriores à chegada da humanidade..." e depois "Eles não podiam viver. Mas embora Eles não vivessem mais, Eles nunca podiam morrer realmente. Todos jaziam em moradas de pedra em Sua grandiosa cidade de R'lyeh, preservada pela magia do poderoso Cthulhu, para uma grandiosa ressurreição quando os astros e a Terra estivessem mais uma vez prontos para eles" (Saiba, de forma breve, do que se trata os Mitos do Cthulhu clicando aqui e para se aprofundar um pouco mais no universo Lovecraft clique aqui).

Depois o livro cita que Eles (chamados também de Ancestrais/Magníficos Ancestrais/Grandes Antigos), reassumiriam o domínio da Terra quando a humanidade tivesse se tornado como os Grandes Magníficos, livres e selvagens, com a moralidade totalmente descartada e todos os homens gritando e matando e deleitando-se em alegria. E é isso que ocorre no filme: seres humanos assistindo alegremente outros seres humanos sendo cruelmente assassinados. É humano matando humanos (e ainda se divertem com isso!). No filme, é como se os tais Ancestrais se alimentassem dessa brutalidade humana (e havia todo um acordo subtendido entre eles e os humanos em relação a isso).

Há também os que consideram que os Ancestrais seriam uma alegoria a nós mesmos, espectadores. Afinal, queremos sempre ver os personagens se ferrando, nos "alimentamos" do sofrimento deles. Quanto mais mortes, melhor! Não é mesmo? No final do filme, os Ancestrais saem debaixo da terra e começam a destruição, pois não conseguiram o que queriam, o que deveria ter morrido não morreu. E não é que muitos fãs do gênero terror não ficam super bravos quando algum filme decide modificar algo na trama para sair do clichê? O povo reclama de finais mais felizes, de personagem que não morreu e deveriam ter morrido (ou vice-versa) e por aí vai...

- O filme abre espaço para muitas interpretações, como por exemplo: os dois funcionários espertalhões e a mulher, aquele ser que vive na sombra dos homens e, apesar de tentar mostrar seu valor e competência, é apenas ignorada. Talvez nos passando a ideia de que o público ou os produtores dos filmes de terror são machistas, já que parece que os filmes são dirigidos apenas ao público masculino (que odeia quando uma mulher dá opinião em filme de terror) e que atrizes em filmes de terror só servem de meros enfeites para atrair a macharada. Enfim, interprete da sua maneira, mas há sim outra crítica nesse pequeno núcleo.


- No filme, ironicamente o drogado é quem estava certo o tempo todo. Geralmente eles são um dos primeiros a morrerem (a primeira é sempre a loira safada) e se comportam feito idiotas. Nesse filme, o drogado tinha razão de tudo e conseguiu desvendar todo o segredo, além de ajudar a mocinha.

Deixo o resto das interpretações por conta de vocês leitores. Tem muita coisa mesmo para ser avaliada nesse filme, e para escrever tudo aqui, teria que ver o filme de novo e o post ficaria gigante. Não escrevi do modo que gostaria, ficou meio confuso... Possivelmente poderei voltar a editar essa postagem. De qualquer maneira, comente! Queremos a sua opinião a respeito desse filme!

Mama

domingo, abril 14, 2013

Título no Brasil: Mama
Título Original: Mama
País de Origem: Espanha / Canadá
Gênero: Terror
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento: 2013
Estreia no Brasil: 05/04/2013
Estúdio/Distrib.: Universal Pictures
Direção: Andrés Muschietti

Elenco: Jessica Chastain, Nikolaj Coster-Waldau, Megan Charpentier, Isabelle Nélisse, Daniel Kash, [+].

Sinopse

Há cinco anos, as irmãs Victoria (Megan Charpentier) e Lilly (Isabelle Nélisse) desapareceram da sua vizinhança sem deixar vestígios. Desde então, seu tio Lucas (Nikolaj Coster-Waldau) e sua namorada Annabel (Jessica Chastain) têm procurado por elas. Mas quando, incrivelmente, as crianças são encontradas vivas em uma decrépita cabana, o casal se pergunta se as meninas são os únicos hóspedes que eles receberam em sua casa. À medida que Annabel tenta apresentar às crianças uma vida normal, ela começa a se convencer que existe uma presença maligna em sua casa.

Vai Lendo!

Mama é um filme inspirado no curta de mesmo nome de 2008 e foi dirigido pelo mesmo diretor do curta, Andrés Muschietti. O roteiro ficou por conta dele, da Barbara Muschietti e Neil Cross. Na produção temos J. Miles Dale, Guillermo del Toro (produtor executivo nesse filme e diretor do famoso Labirinto do Fauno), Cristina Lera Gracia e Barbara Muschietti.

O curta de 2008 fez muito sucesso e realmente dá medo. Aí então decidiram fazer um filme, pois a história poderia render. E rendeu! Não é terror, terrorzão, aquela coisa horrivelmente assustadora. Mas pode assustar sim, dá um certo medo e a história sem dúvidas nos chama muito a atenção. Nessa crítica farei algo um pouco diferente, para ficar mais fácil de você ler: dividirei em pontos fortes e pontos fracos.

 

Pontos fortes: o primeiro sem dúvidas é a história. Sim, é semelhante a várias outras de filmes de terror asiáticos, onde temos um espírito/fantasma que não sossegará enquanto não conseguir resolver algo pendente. Até aí parece mais do mesmo. Mas o jeito que a história é contada, como a coisa se desenrola, é que deixa tudo mais interessante! O fantasma já aparece no início. Não dá muito bem para ver o seu rosto, mas já sabemos que o "bicho" tá lá. Não é daqueles filmes que enrolam demais para acontecer algo. Já sabemos que a coisa estranha existe e o medo daí em diante se torna quando, onde e como ela vai aparecer novamente.

A treta toda é bem esquisita e temos nesse filme um fantasma, ironicamente, mais racional (explicarei no final do post, para não dar spoilers para os que ainda não assistiram). O movimento das crianças, assim como do fantasma, é muito bizarro. E dá um pouco de medo.Vemos na questão dos movimentos, dos rostos (em especial do fantasma) e cenários, alguns elementos com pitadas do del Toro. E  ficou ótimo, pois ficou esquisito, bizarro... Algo que outros filmes tentaram, mas não conseguiram fazer (ao exemplo do A Entidade sempre implico com ele, que tentou ser bizarrão num nível assustador, mas ficou apenas bizarro de bizarro mesmo).


Em relação às atuações, todos se saíram bem. A linda da Jessica Chastain (A Hora Mais Escura, A Árvore da Vida) que não está tão linda nesse filme foi excelente, interpretando uma adulta não crescida que foi forçada a crescer imediatamente e adquirir mais responsabilidades. Geralmente as personagens femininas em filmes assim são melosas e chatinhas, mas Annabel (Chastain) não. É medrosa pra caramba e meio bem irresponsável, mas não faz drama a toa e não procura se meter tanto onde não foi chamada.

No entanto, o que mais chama atenção mesmo são as duas garotinhas, Victoria (Megan Charpentier, The Red Queen do Resident Evil 5)  e Lilly (Isabelle Nélisse). As gurias conseguiram apavorar! Fazia tempo que não via atuações mirins tão surpreendentes. O jeito que as duas andam, o jeito que falam, os movimentos, tudo ficou muito perfeito. Parecem mesmo meninas selvagens. A menor então, nem se fala. Se você ainda não assistiu o filme, nem se preocupe, você ficará com medo e ódio da mais nova. As duas atrizes mirins conseguiram entrar perfeitamente no clima bizarro do filme e desenvolveram muito bem seus papéis. Incrível mesmo!


A trilha sonora e os efeitos sonoros também ficaram bacanas. Cada barulho que dá medo! A voz da Mama, uma mistura de T-Rex com Kayako e elefantes, ficou esquisitona e assim como o barulho estranho da Kayako (o espírito do filme O Grito, lembram?), a hora que a voz estranha começa a surgir, você sente um leve arrepio. É terrível.

E sabe, adorei o final do filme. Não foi mais do mesmo. Não teve o típico sustinho no final ou aquela sensação de que terá uma continuação. Foi um final bem resolvido, algo que raramente acontece em filmes de terror.


Pontos fracos: como na maioria dos filmes atuais, Mama peca pela uso exagerado de CG. Quando vão perceber que CG  só estraga a experiência do medo? As cenas que tinham chances de serem as mais assustadoras, ficaram mais ou menos (ou simplesmente mais pra menos) por culpa do excesso de CG. Javier Botet já é um cara assustador, como podemos conferir no REC (sim, ele é a famosa La Niña Medeiros do REC e a Mama nesse filme). E assim como no REC, poderiam ter utilizado só ele, com o mínimo de CG possível. Ficaria muito, muito mais assustador mesmo! Lembram da niña Medeiros, o tanto que foi assustador? Imaginem se a Mama fosse daquele tipo, sem aqueles cabelos em CG voando e aquela coisa toda? Nossa, aí sim daria medo.

Esse foi o ponto mais fraco do filme. Também acredito que mostraram demais o rosto da Mama, tanto que até começamos a simpatizar com ela no final. Coitada da mulher, só foi um alienígena perdido nesse nosso planeta. Ah sim, o rosto da Mama, antes de se transformar em espírito é muito mais medonho do que o rosto dela já transformado. Na verdade ela ficou até melhor depois de morrer, pois era assustador ver alguém vivo com aquele rosto tão... peculiar.


Apesar de alguns poucos pesares, gostei do filme. Imaginei que seria mais assustador, porém para um suspense, ele ficou ótimo. Nem tudo que é diferente é necessariamente útil e melhor, mas esse não é o caso de Mama. Mama é diferente e muito melhor que vários outros suspenses que foram lançados nos últimos anos oi Entidade. A história te prende do início ao fim, todos os atores atuaram muito bem, os cenários são legais, o fantasma é esquisito, a trilha sonora é muito boa... é portanto um filme que vale a pena assistir.

Nota (0-10): 9 (menos um ponto por conta do excesso de CG =P)

TRAILER


CURTA


CURIOSIDADE

Nascido em 30 de Julho de 77 na Espanha, o ator, diretor e ilustrador Javier Botet é a Mama do filme Mama e La Niña Medeiros dos filmes REC.



OBSERVAÇÃO (CONTÉM SPOILER)

- Disse que o fantasma era ironicamente mais racional primeiramente porque quando viva Mama estava internada num sanatório e depois porque, ao contrário de fantasmas vingadores que nunca sossegam e matam tudo e todos, Mama tinha um objetivo e quando conseguiu alcança-lo, sossegou. Isso foi legal. Ter um final bom, um final onde o espírito se contenta, pois poxa, em todos os filmes os espíritos são sempre trolls! Parecem que querem uma coisa, aí quando o mocinho ou mocinha da história consegue atender o suposto pedido, o espírito decide que quer outra coisa. Chega de espíritos com crise existencial! =P

 
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