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A Morte do Demônio (Evil Dead)

quarta-feira, julho 03, 2013

Título no Brasil: A Morte do Demônio
Título Original: Evil Dead
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Classificação etária: 18 anos
Tempo de Duração: 91 minutos
Ano de Lançamento: 2013
Estreia no Brasil: 19/04/2013
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures
Direção: Fede Alvarez

Elenco: Jane Levy (Mia) Shiloh Fernandez (David), Lou Taylor Pucci (Eric), Jessica Lucas (Olivia), Elizabeth Blackmore (Natalie), [+].

Sinopse

Mia (Jane Levy) é uma garota viciada em drogas. Ela é levada pelos amigos Olivia (Jessica Lucas) e Eric (Lou Taylor Pucci) para uma cabana isolada na floresta, no intuito de realizarem uma longa cura de desintoxicação. Para a surpresa de todos, o irmão de Mia, David (Shiloh Fernandez), rapaz afastado dos amigos e familiares há tempos, também aparece, junto de sua namorada, Natalie (Elizabeth Blackmore). O clima já não era muito bom, até eles encontrarem o Livro dos Mortos. Daí em diante, tudo piora.

Vai Lendo!

Primeiramente gostaria de deixar a minha revolta com a distribuidora desse filme, que aqui no Brasil fez uma propaganda enorme porém distribuiu pouquíssimas cópias para os cinemas brasileiros: Resultado: toda a galera doida para ver Evil Dead e ele foi exibido em apenas algumas cidades, principalmente capitais (e olhe lá!). É simples: NÃO FAÇAM tanta propaganda de um filme que não estará disponível na maior parte do território nacional! É sacanagem! É o mesmo que fazer uma propaganda enorme do PS4 ou Xbox One em todo Brasil e os mesmos forem vendidos apenas no Acre! Se não teria cópias para todos os cinemas, baixassem a bola no merchan! Foi tanta burrice que o filme teria lucrado muito mais se tivesse estreado em mais lugares, tento em vista que tinha MUITA gente louca para assistir!

Pronto, expressei minha revolta. Agora vamos para a segunda questão. Por favor, leia para compreender melhor minha opinião sobre esse filme e não vir dizer bobeiras. Gosto muito do The Evil Dead, o original de 1981. Assisti ele nos anos 90 e creio que assisti bem mais de 5 vezes. Também assisti várias vezes Evil Dead II e Army of  Darkness. A trilogia Evil Dead era a minha preferida entre os filmes de terror quando era pequena (junto da trilogia Child's Play). Gosto muito mesmo, já vi making off dos filmes, li várias coisas a respeito e tal. Estou dizendo isso para mostra-lhes que conheço bem e gosto muito da versão original. Não sou uma expert no assunto e não fui atras de tudo em relação ao filme até porque acho esse tipo de comportamento meio doentio as vezes, mas até que entendo sobre The Evil Dead (sim, o original tinha o "The" na frente). E para sua enooorme surpresa (será?): gostei dessa nova versão!
 
Dessa vez ela não foi estuprada pelo bosque pervertido.

Pontos positivos (o que gostei): Não espere que esse filme seja igual ao de 1981, porque NÃO É e nem tem como ser. Naquela época, outras coisas assustavam o povo, as técnicas utilizadas eram outras, outro estilo estava "na moda". Não espere ver pessoas com máscaras de borracha com feições demoníacas e uma ou outra gracinha aqui e ali. Faça como eu e se prepare para um filme de 2013 e não um de 30 anos atrás. Sim, o antigo tem sua graça, sua beleza e NUNCA será superado, pois é o original. Porém, não se pode fechar os olhos para coisas novas, para a atualidade.

Evil Dead 2013 é sério, bem sério. Embora veja um ou outro pirralho falando por aí que o filme é engraçado (sim, aqueles moleques que se borraram de medo no cinema, mas riram para disfarçar) ou um ou outro adulto dizendo que é fraco (pois para alguns falta imaginação...), esse filme não foi engraçado e muito menos fraco. Se você parar de frescura e prestar bem atenção nas cenas e história, poderá até sentir uns arrepios de vez em quando. E, por favor né povão, comparado com todos os filmes de terror dos últimos 10 anos (e não acrescento aqui aqueles trashzão doentios que pessoas doentes assistem), A Morte do Demônio pode ser considerado um dos melhores, se não o melhor!
 

Temos no filme atores jovens e pouco conhecidos, deixando tudo mais legal pois não se tratam de rostinhos que já estamos cansados de ver. E todos se saíram bem. Vi uns reclamando e falando que foram péssimos atores, mas galera, e os de 81? Eram o quê? Gostei de colocarem atores pouco conhecidos, ficou menos clichê.

Outro ponto forte foi as cenas gore. Muito sangue, muita pele sendo rasgada, vômitos e afins. Foi na quantidade certa: nem muito, para não ficar engraçado (como Arrasta-me Para Inferno) e nem pouco, para não ficar fraquinho. Não teve os banhos de sangue absurdos como nos originais, mas como disse, foi na medida certa para ficar sério e perturbador. O jeito dos possuídos foi outra coisa perturbadora. O pescoço retorcendo, o olhar fixo, a pele acabada... não, não teve máscara de borracha, porém ficou convincente. No começo é fraco, mas à medida que a história progride, o medo das criaturas aumenta mais ainda. Ficou bem diferente a questão dos possuídos, de um jeito que me convenceu.

E vai ter mãozinha de novo?

Gostei muito da história também, que dessa vez ficou bem mais elaborada. Tudo bem que continua sendo estranho o fato de insistirem em ficar numa cabana velha no meio de uma floresta sombria e completamente deserta, no entanto o motivo de estarem lá foi bem interessante e legal que também explica o motivo de não quererem sair dali o mais de pressa possível: com a garota em abstinência, o ideal era mantê-la lá até que passasse pela crise maior. Mais legal ainda o fato do demônio possuir primeiramente a mais fraca. E adorei confundirem a possessão com a crise de abstinência, muito bem bolado!

A questão da história dos personagens também foi muito boa! Uma é usuária de drogas, o outro é um "covarde" que deixou a irmã sozinha e não visitou a mãe que estava morrendo, o casal de amigos que se sentem "traídos" pelo amigo "covarde" que sumiu por 3 anos (acho que era isso) e a namorada do "covarde", que não entende nada do que está acontecendo. Todos ali tem suas fraquezas, uns mais e outros menos. Porém, na hora que o "bicho pega", todos podem surpreender. Ao contrário da versão de 81 onde a história e personalidade de cada um foi pouco trabalhada, nesse temos personagens bem construídos, fazendo que se torne mais compreensível suas escolhas e ações.

Gostei também da fotografia, que ficou bem bonita em certas partes. O cenário bem sombrio, com pouca luz e numa névoa densa ficou perfeito! Um detalhe que achei legal e creio não estar enganada: o carro do primeiro filme (de 81) está lá! *-*


Pontos negativos (não gostei): Algumas falhas, como alguém estar todo sujo de sangue e no corte seguinte aparecer quase de cara limpa. Uma parte você acha que um olho foi furado, mas na verdade não foi (como?!?!). Essas falhas me incomodaram bastante. Não estraga o filme todo, mas incomoda.

A trilha sonora ficou muito boa, bem assustadora. Só que em certas partes parece "épica" demais e estraga um pouco o clima de terror. Não souberam muito bem equilibrar aí a questão da tensão e do terror. Tem horas que seria muito melhor o terror, o medo, do que a tensão.

Gostei dos sustinhos, do rosto que aparece. Não precisava aparecer "tanto", incomodou também. Felizmente não caiu muito no clichê dos filmes atuais, onde sempre um rostinho aparece no meio do escuro e a trilha sonora faz aquele "tcharam!". Aconteceu isso, na verdade, porém o rosto que aparecia ficou assustador o que até despertou uns leves sustinhos.


Uma ou outra cena que apareceu no trailer não consta no filme ou ficou menos forte (talvez porque vi o trailer várias vezes...). Não gosto muito disso, sei que ocorre com muitos filmes, mas parece meio enganoso... Você lá aguardando uma cena e nada. É meio chato.

O final foi legal, entretanto poderia ser bem melhor. O Livro dos Mortos ficou meio didático de mais. Só faltou ilustrações do Maurício de Sousa e do Ziraldo. Digo, ok, tá macabro, só que com muitos detalhes. Acontece uma coisa, o cara vai lá correndo e já encontra a imagem no livro. Sei lá, meio bobinho, meio óbvio demais. Tinha que ser uma coisa mais enigmática, mais difícil de notar.

Pensava que seria mais tenso esse trecho...

Veja Evil Dead sem esperar algo idêntico ao original. Já disse: espere ver um filme de 2013. Não superou o original e ficou um pouco curto demais, porém ficou ótimo! Filmes de terror requerem imaginação. Já percebeu que pessoas com pouca imaginação, costumam não gostar de terror e ficção científica? Isso porque apresentam grandes dificuldades para imaginar criaturas diferentes, universos paralelos, outros mundos e coisas do tipo. Não deixe se convencer por pessoas assim. Do mesmo modo que a maioria dos filmes terror, Evil Dead 2013 requer sua imaginação. Deixe-se levar pelo filme, se envolva com a história (só não muito, por favor) e com os personagens. Não olhe o filme, veja, assista. Recomendo isso também para a maioria dos filmes de terror e ficção. Deixe sua mente voar nessas obras. Certamente achará algo interessante. The Evil Dead de 1981 sempre está nos nossos corações, mas vale dar uma chance para uma nova versão. 

Nota (0-10): 9.0

TRAILER


CURIOSIDADES

Diretor estreante:  É o 1º longa-metragem dirigido por Fede Alvarez, que obteve destaque graças ao curta Ataque de Pânico!(2009).

Mudança de protagonista: Gillian Jacobs chegou a fazer uma audição para a personagem Mia, mas perdeu o papel para Lily Collins. Posteriormente, a atriz desistiu do filme e abriu espaço para a contratação de Jane Levy.

Elas tentaram: Agnes Bruckner e Thora Birch fizeram testes para a personagem Natalie. Já Jurnee Smollet-Bell fez uma audição para Olivia.

Brincadeira com os nomes: Se você pegar a primeira letra dos personagens David, Eric, Mia, Olivia e Natalie perceberá que elas formam a palavra demon (demônio, em inglês).

Homenagem: Logo no início do filme pode-se ver que a personagem Mia usa um suéter da universidade de Michigan. Trata-se de uma homenagem a Sam Raimi, diretor do filme original, que estudou nesta universidade.

Participação não-creditada: Apesar de não ser creditada, Diablo Cody escreveu um último tratamento do roteiro do filme.

O Segredo da Cabana (The Cabin in the Woods)

quarta-feira, abril 24, 2013

Título no Brasil: O Segredo da Cabana
Título Original: The Cabin in the Woods
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Classificação etária: 16 anos
Tempo de Duração: 95 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Estúdio/Distrib.: Universal Pictures
Direção: Drew Goddard

Sinopse e elenco: 

Cinco amigos vão a uma cabana afastada e coisas ruins acontecem. Se você pensa que já conhecem esta história, pense novamente. Dos favoritos dos fãs Joss Whedon (Os vingadores, Serenity - A luta pelo amanhã, seriado Buffy a caça vampiros, da TV) e Drew Goddard (Cloverfield o Montro) chega O segredo da Cabana, que vira o gênero pelo avesso. Produzido por Whedon e Dirigido por Goddard, com roteiro de ambos, o filme é estrelado por Kristen Connolly, Chris Hemsworth (Os vingadores, Branca de neve e o caçador) Anna Hutchinson, Fran Kranz (seriado Dollhouse, da TV), Jesse Williams (seriado Grey's Anatomy, da TV), Richard Jenkins (Queime depois de ler) e Bradley Whitford (seriado The West Wing, Parks and Recreation, da TV).

Vai Lendo!

AVISO: LEIA toda a crítica e procure ENTENDER BEM esse filme antes de tecer comentários ridículos!
Obrigada pela atenção. Fique agora com a crítica. :D

Há tempos que vejo o povo falar sobre esse filme, no entanto nunca tive curiosidade de assistir. Acredito que nem vi o trailer completo. Sei lá, imaginei que se tratava de mais um filme sobre jovens sendo assassinados por algum assassino doidão. E o filme é isso, mas não é. É suspense, sem ser. É terror, menos terror, mais terror. Confuso? Pois então, é exatamente assim que você ficará após assistir O Segredo da Cabana, que só para constar: é muito legal!

O bonitão, a loira burra e assanhada, o "nerd", o "noiado" e a virgem será? Esses são os ingredientes mais comuns de que gênero cinematográfico mesmo...?

Vi muita gente  falando que ao começar a ver o filme, esperava que fosse bem clichezão. Não sei mesmo porque pensaram dessa forma, tendo em vista que o filme é diferente desde o início! Ao começar pela abertura, que se inicia “macabra”, igualzinha a de muitos outros filmes de terror, com imagens estranhas, sangue e toda aquela trilha sonora, e de repente é cortada para dar espaço a dois funcionários de alguma empresa qualquer, conversando sobre mulheres e a vida. E nesse cenário que aparece o título do filme, em vermelho, junto de uma trilha sonora tenebrosa. Assim... WTF? O que tem de tenebroso em dois funcionários conversando? Para os melhores entendedores, basta esta abertura para sacar que o filme será beeem diferente! A confirmação vem quando os jovens saem de casa e tem um cara no telhado, ao estilo espião, dizendo que "o ninho está vazio".

Mas, afinal, O Segredo da Cabana é o que então? É simplesmente uma crítica ao cinema do terror e suspense e ao público desses gêneros. Do início ao fim, O Segredo da Cabana é uma bela e bem humorada crítica! E necessária também, pois já estamos saturados de filmes de terror que são praticamente todos iguais. Mudam uma coisinha aqui e outra ali, mas é tudo a mesma coisa (salvo raras exceções bacanas como Arrasta-me Para o Inferno e Silent Hill, por exemplo).


Começa-se a crítica pela abertura, que é igualzinha a de muitos outros filmes de terror lançados nos últimos anos. Depois conhecemos os personagens, totalmente estereotipados, até em seus figurinos: o bonitão fútil com o típico moleton de universidade, a loira estúpida e que veste roupas justas, o nerd bonitinho que é um bom rapaz e usa óculos, a suposta virgem comportada e o noiadão que só fala "nada com nada". E para onde esse grupo de jovens vão? Claro, para uma cabana velha no meio da floresta. Lá eles dançam, bebem, falam e fazem besteiras, pois afinal de contas, essa é a única coisa que os jovens fazem (segundo os filmes de terror). E adivinha quem será o primeiro a morrer? Se você já conhece bem os filmes de terror, já sabe quem...

Tudo, cada pontinha do filme é uma crítica! Uma das mais legais é em relação a ação inusitada dos jovens, como por exemplo, alguém decidir se separar quando todos poderiam ir juntos. Cara, quem na vida real pensaria numa coisa dessas? Por que os personagens dos filmes de terror tem que ser tão burros? O filme dá uma ótima explicação: só pode ser algum tipo de droga (só assim para agir de forma tão, tão estúpida). Outro comportamento interessante ocorre quando o resto do grupo decide seguir, sem nem questionar, as ordens do "macho alfa", no caso, o bonitão (que aliás, é outra crítica: o cara faz sociologia e é super inteligente, mas de repente passa a agir feito um imbecil que só se importa com seu próprio corpo). 


No final do post, deixarei outras explicações, se não acabarei dando muitos spoilers (leia se você já viu o filme!). Mas tenha em mente o seguinte: não o encare como sendo um filme de terror. O Segredo da Cabana é uma produção sobre os filmes de terror que critica o excesso de histórias recicladas desse gênero e que, apesar disso, também homenageia. Por isso muitos o consideraram um filme super inteligente. E ficou inteligente sim, além de super divertido.

As atuações são boas, mas não são lá grandes coisas. Talvez propositalmente. O CG do filme tem horas que deixa a desejar, porém não estraga a diversão. É um filme bem produzido, com uma trama até bem bolada. Infelizmente, o final deixou a desejar, poderia ser mais elaborado... Aí sim o filme ficaria ótimo!

Recomendo para os fãs de filmes de terror que já estão saturados das mesmas histórias de sempre. Recomendo para aqueles que gostam de pensar e que gostam de ideias diferentes. Não é, definitivamente, um filme para o povão que só se importa com efeitos visuais e a mesma história manjada de sempre. Eles irão achar o filme confuso e "muito ruim, muito lixo", como muitos dizem. O Segredo da Cabana não é super complexo, não é difícil de entender. Se você já sabe que é uma crítica, apenas aprecie. Tenho certeza de que irá gostar.

Encerrando com banhos de sangue e tripas o/

Se divirta também na tentativa de reconhecer as referências a diversos filmes famosos, como The Evil Dead, Hellraiser, The Ring, Anaconda, O Iluminado, Sexta-Feira 13, filmes de zumbis e lobisomens em geral e por aí vai. E também detectei uma outra referencia que não vi ser citada em outros lugares, porém acho que está certa, que seria em relação aos Mitos de Cthulhudo famoso escritor norte-americano H.P. Lovecraft (1890-1937). Falarei mais sobre logo abaixo.

Nota (0-10): 9 (Não dou essa nota pelo terror, porque esse é e não é o foco principal do filme. Mas pela criatividade e ousadia).

TRAILER


ALGUMAS EXPLICAÇÕES E CURIOSIDADES (CONTÉM SPOILERS!)

-  Outras produções cinematográficas bem conhecidas já abordaram também esse conceito, de crítica aos filmes dos gêneros terror e suspense, de forma humorada e irônica, repleta de referências. Bons exemplos disso são a série Todo Mundo Em Pânico (Scary Scream) e o Pânico (Scream), sendo que o último filme, Pânico 4 de 2011, foi o que mais abusou das críticas e referências.

- Trecho retirado do site Boca do Inferno: "A própria versão do título em português (O Segredo da Cabana) nos remete imediatamente a outros dois filmes importantes do gênero: Cabana do Inferno (2002), de Eli Roth e A Morte do Demônio, clássico absoluto entre filmes cujo cenário é uma cabana no meio de uma mata (sim, existem vários). Coincidentemente (e enganosamente), o título é também a junção de dois best sellers sucesso de vendas: O Segredo, de Rhonda Byrne e A Cabana, de William P. Young. Já o título original (The Cabin in The Woods) faz uma alusão direta ao predecessor de A Morte do Demônio dirigido por Sam Raimi em 1978, Within The Woods".

- No filme, parece que eles (americanos) estão em certa guerra com os japoneses (e os outros países já eram). Podemos interpretar isso como se apenas os EUA e Japão produzissem filmes bons de terror e que os dois vivem numa constante disputa: americanos com seu banho de sangue e japoneses com seus espíritos vingativos. E não é assim que está acontecendo?

- Uma das capas do filme foi claramente inspirada na famosa obra Relativity de 1953 do artista gráfico M.C. Escher, um holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons, que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes (Trecho retirado do Wikipédia). O que nos sugere que o filme pode ser encarado por diferentes pontos de vista e pode render diversas e diferentes interpretações.

Clique para ampliar

- Na história, ficamos sabendo dos tais Deuses ou Ancestrais (Antigos...algo do tipo), que são seres muito antigos que viveram na terra muito tempo antes de nossa existência e que estes deuses poderiam acabar com a vida humana na terra. Lembrei na hora do livro que estou lendo, Histórias de Horror: O Mito de Cthulho, por H.P. Lovecraft. Confira um dos trechos: "Tinha havido eras em que outros Seres governaram a Terra, e Eles haviam sido detentores de grandiosas cidades. Vestígios d'Eles, segundo os imortais chineses lhe haviam relatado, ainda podiam ser encontrados na forma de pedras ciclópicas nas ihas do Pacífico. Todos eles haviam morrido em épocas imensamente anteriores à chegada da humanidade..." e depois "Eles não podiam viver. Mas embora Eles não vivessem mais, Eles nunca podiam morrer realmente. Todos jaziam em moradas de pedra em Sua grandiosa cidade de R'lyeh, preservada pela magia do poderoso Cthulhu, para uma grandiosa ressurreição quando os astros e a Terra estivessem mais uma vez prontos para eles" (Saiba, de forma breve, do que se trata os Mitos do Cthulhu clicando aqui e para se aprofundar um pouco mais no universo Lovecraft clique aqui).

Depois o livro cita que Eles (chamados também de Ancestrais/Magníficos Ancestrais/Grandes Antigos), reassumiriam o domínio da Terra quando a humanidade tivesse se tornado como os Grandes Magníficos, livres e selvagens, com a moralidade totalmente descartada e todos os homens gritando e matando e deleitando-se em alegria. E é isso que ocorre no filme: seres humanos assistindo alegremente outros seres humanos sendo cruelmente assassinados. É humano matando humanos (e ainda se divertem com isso!). No filme, é como se os tais Ancestrais se alimentassem dessa brutalidade humana (e havia todo um acordo subtendido entre eles e os humanos em relação a isso).

Há também os que consideram que os Ancestrais seriam uma alegoria a nós mesmos, espectadores. Afinal, queremos sempre ver os personagens se ferrando, nos "alimentamos" do sofrimento deles. Quanto mais mortes, melhor! Não é mesmo? No final do filme, os Ancestrais saem debaixo da terra e começam a destruição, pois não conseguiram o que queriam, o que deveria ter morrido não morreu. E não é que muitos fãs do gênero terror não ficam super bravos quando algum filme decide modificar algo na trama para sair do clichê? O povo reclama de finais mais felizes, de personagem que não morreu e deveriam ter morrido (ou vice-versa) e por aí vai...

- O filme abre espaço para muitas interpretações, como por exemplo: os dois funcionários espertalhões e a mulher, aquele ser que vive na sombra dos homens e, apesar de tentar mostrar seu valor e competência, é apenas ignorada. Talvez nos passando a ideia de que o público ou os produtores dos filmes de terror são machistas, já que parece que os filmes são dirigidos apenas ao público masculino (que odeia quando uma mulher dá opinião em filme de terror) e que atrizes em filmes de terror só servem de meros enfeites para atrair a macharada. Enfim, interprete da sua maneira, mas há sim outra crítica nesse pequeno núcleo.


- No filme, ironicamente o drogado é quem estava certo o tempo todo. Geralmente eles são um dos primeiros a morrerem (a primeira é sempre a loira safada) e se comportam feito idiotas. Nesse filme, o drogado tinha razão de tudo e conseguiu desvendar todo o segredo, além de ajudar a mocinha.

Deixo o resto das interpretações por conta de vocês leitores. Tem muita coisa mesmo para ser avaliada nesse filme, e para escrever tudo aqui, teria que ver o filme de novo e o post ficaria gigante. Não escrevi do modo que gostaria, ficou meio confuso... Possivelmente poderei voltar a editar essa postagem. De qualquer maneira, comente! Queremos a sua opinião a respeito desse filme!

Mama

domingo, abril 14, 2013

Título no Brasil: Mama
Título Original: Mama
País de Origem: Espanha / Canadá
Gênero: Terror
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento: 2013
Estreia no Brasil: 05/04/2013
Estúdio/Distrib.: Universal Pictures
Direção: Andrés Muschietti

Elenco: Jessica Chastain, Nikolaj Coster-Waldau, Megan Charpentier, Isabelle Nélisse, Daniel Kash, [+].

Sinopse

Há cinco anos, as irmãs Victoria (Megan Charpentier) e Lilly (Isabelle Nélisse) desapareceram da sua vizinhança sem deixar vestígios. Desde então, seu tio Lucas (Nikolaj Coster-Waldau) e sua namorada Annabel (Jessica Chastain) têm procurado por elas. Mas quando, incrivelmente, as crianças são encontradas vivas em uma decrépita cabana, o casal se pergunta se as meninas são os únicos hóspedes que eles receberam em sua casa. À medida que Annabel tenta apresentar às crianças uma vida normal, ela começa a se convencer que existe uma presença maligna em sua casa.

Vai Lendo!

Mama é um filme inspirado no curta de mesmo nome de 2008 e foi dirigido pelo mesmo diretor do curta, Andrés Muschietti. O roteiro ficou por conta dele, da Barbara Muschietti e Neil Cross. Na produção temos J. Miles Dale, Guillermo del Toro (produtor executivo nesse filme e diretor do famoso Labirinto do Fauno), Cristina Lera Gracia e Barbara Muschietti.

O curta de 2008 fez muito sucesso e realmente dá medo. Aí então decidiram fazer um filme, pois a história poderia render. E rendeu! Não é terror, terrorzão, aquela coisa horrivelmente assustadora. Mas pode assustar sim, dá um certo medo e a história sem dúvidas nos chama muito a atenção. Nessa crítica farei algo um pouco diferente, para ficar mais fácil de você ler: dividirei em pontos fortes e pontos fracos.

 

Pontos fortes: o primeiro sem dúvidas é a história. Sim, é semelhante a várias outras de filmes de terror asiáticos, onde temos um espírito/fantasma que não sossegará enquanto não conseguir resolver algo pendente. Até aí parece mais do mesmo. Mas o jeito que a história é contada, como a coisa se desenrola, é que deixa tudo mais interessante! O fantasma já aparece no início. Não dá muito bem para ver o seu rosto, mas já sabemos que o "bicho" tá lá. Não é daqueles filmes que enrolam demais para acontecer algo. Já sabemos que a coisa estranha existe e o medo daí em diante se torna quando, onde e como ela vai aparecer novamente.

A treta toda é bem esquisita e temos nesse filme um fantasma, ironicamente, mais racional (explicarei no final do post, para não dar spoilers para os que ainda não assistiram). O movimento das crianças, assim como do fantasma, é muito bizarro. E dá um pouco de medo.Vemos na questão dos movimentos, dos rostos (em especial do fantasma) e cenários, alguns elementos com pitadas do del Toro. E  ficou ótimo, pois ficou esquisito, bizarro... Algo que outros filmes tentaram, mas não conseguiram fazer (ao exemplo do A Entidade sempre implico com ele, que tentou ser bizarrão num nível assustador, mas ficou apenas bizarro de bizarro mesmo).


Em relação às atuações, todos se saíram bem. A linda da Jessica Chastain (A Hora Mais Escura, A Árvore da Vida) que não está tão linda nesse filme foi excelente, interpretando uma adulta não crescida que foi forçada a crescer imediatamente e adquirir mais responsabilidades. Geralmente as personagens femininas em filmes assim são melosas e chatinhas, mas Annabel (Chastain) não. É medrosa pra caramba e meio bem irresponsável, mas não faz drama a toa e não procura se meter tanto onde não foi chamada.

No entanto, o que mais chama atenção mesmo são as duas garotinhas, Victoria (Megan Charpentier, The Red Queen do Resident Evil 5)  e Lilly (Isabelle Nélisse). As gurias conseguiram apavorar! Fazia tempo que não via atuações mirins tão surpreendentes. O jeito que as duas andam, o jeito que falam, os movimentos, tudo ficou muito perfeito. Parecem mesmo meninas selvagens. A menor então, nem se fala. Se você ainda não assistiu o filme, nem se preocupe, você ficará com medo e ódio da mais nova. As duas atrizes mirins conseguiram entrar perfeitamente no clima bizarro do filme e desenvolveram muito bem seus papéis. Incrível mesmo!


A trilha sonora e os efeitos sonoros também ficaram bacanas. Cada barulho que dá medo! A voz da Mama, uma mistura de T-Rex com Kayako e elefantes, ficou esquisitona e assim como o barulho estranho da Kayako (o espírito do filme O Grito, lembram?), a hora que a voz estranha começa a surgir, você sente um leve arrepio. É terrível.

E sabe, adorei o final do filme. Não foi mais do mesmo. Não teve o típico sustinho no final ou aquela sensação de que terá uma continuação. Foi um final bem resolvido, algo que raramente acontece em filmes de terror.


Pontos fracos: como na maioria dos filmes atuais, Mama peca pela uso exagerado de CG. Quando vão perceber que CG  só estraga a experiência do medo? As cenas que tinham chances de serem as mais assustadoras, ficaram mais ou menos (ou simplesmente mais pra menos) por culpa do excesso de CG. Javier Botet já é um cara assustador, como podemos conferir no REC (sim, ele é a famosa La Niña Medeiros do REC e a Mama nesse filme). E assim como no REC, poderiam ter utilizado só ele, com o mínimo de CG possível. Ficaria muito, muito mais assustador mesmo! Lembram da niña Medeiros, o tanto que foi assustador? Imaginem se a Mama fosse daquele tipo, sem aqueles cabelos em CG voando e aquela coisa toda? Nossa, aí sim daria medo.

Esse foi o ponto mais fraco do filme. Também acredito que mostraram demais o rosto da Mama, tanto que até começamos a simpatizar com ela no final. Coitada da mulher, só foi um alienígena perdido nesse nosso planeta. Ah sim, o rosto da Mama, antes de se transformar em espírito é muito mais medonho do que o rosto dela já transformado. Na verdade ela ficou até melhor depois de morrer, pois era assustador ver alguém vivo com aquele rosto tão... peculiar.


Apesar de alguns poucos pesares, gostei do filme. Imaginei que seria mais assustador, porém para um suspense, ele ficou ótimo. Nem tudo que é diferente é necessariamente útil e melhor, mas esse não é o caso de Mama. Mama é diferente e muito melhor que vários outros suspenses que foram lançados nos últimos anos oi Entidade. A história te prende do início ao fim, todos os atores atuaram muito bem, os cenários são legais, o fantasma é esquisito, a trilha sonora é muito boa... é portanto um filme que vale a pena assistir.

Nota (0-10): 9 (menos um ponto por conta do excesso de CG =P)

TRAILER


CURTA


CURIOSIDADE

Nascido em 30 de Julho de 77 na Espanha, o ator, diretor e ilustrador Javier Botet é a Mama do filme Mama e La Niña Medeiros dos filmes REC.



OBSERVAÇÃO (CONTÉM SPOILER)

- Disse que o fantasma era ironicamente mais racional primeiramente porque quando viva Mama estava internada num sanatório e depois porque, ao contrário de fantasmas vingadores que nunca sossegam e matam tudo e todos, Mama tinha um objetivo e quando conseguiu alcança-lo, sossegou. Isso foi legal. Ter um final bom, um final onde o espírito se contenta, pois poxa, em todos os filmes os espíritos são sempre trolls! Parecem que querem uma coisa, aí quando o mocinho ou mocinha da história consegue atender o suposto pedido, o espírito decide que quer outra coisa. Chega de espíritos com crise existencial! =P

Silent Hill: Revelação (Silent Hill Revelation 3D)

quinta-feira, março 07, 2013

Título no Brasil: Silent Hill: Revelação
Título Original: Silent Hill Revelation 3D
País de Origem: Estados Unidos
Gênero: Terror/Gore
Classificação etária: ainda não divulgada no Brasil
Tempo de Duração: 94 minutos
Ano de Lançamento: 2012
Estreia no Brasil: 07/06/2013
Estúdio/Distrib.: PlayArte
Roteiro e Direção: Michael J. Bassett

Elenco: Adelaide Clemens (Heather/Alessa), Kit Harington (Vincent), Sean Bean (Harry), Carrie-Anne Moss (Claudia Wolf), Radha Mitchell (Rose), Deboah Kara Unger (Dahlia), Malcolm McDowell (Leonard), Martin Donovan (Douglas) [+]

Sinopse: Quando seu pai desaparece, Heather Mason é levada a uma realidade alternativa estranha e assustadora que guarda as respostas para os horríveis pesadelos que a atormentaram desde a infância.(sinopse ridícula, mas é melhor que aquela headline tosca de "Prepare-se para uma viagem em 3D pelo inferno" ¬¬')

Vai Lendo!
Pois é, demorei, mas finalmente vim escrever uma crítica sobre o negócio mais novo relacionado a Silent Hill que temos à disposição. Já não é mais novo, uma vez que o filme saiu em Outubro do ano passado, mas pra nós que moramos aqui no Brasil ele ainda nem brotou nos cinemas.

Já deixo bem adiantado que odiei o filme, com todas as letras da palavra "C R E D O". Se você assistiu e achou perfeito, ótimo, mas caso não saiba aceitar a opinião de outras pessoas, nem mesmo perca seu tempo lendo o texto (e muito menos deixando comentários furiosos), pois vou falar muito mal. Não creio ter o dom da verdade absoluta do Universo e minha opinião muito menos representa o ponto de vista geral dos fãs do jogo ou do primeiro filme. A crítica vai, obviamente, levantar todos os pontos e explicar os porquês (é esse o objetivo de toda crítica, caso alguém não saiba), mas se mesmo assim você não respeita outras opiniões e acha que sou "fã xiita", clique no X ali em cima da janela do navegador, poupe maiores sofrimentos e seja feliz! :D

Bom, dado o primeiro sermão, tem o segundo aviso, mais óbvio ainda. O texto a seguir está REPLETO de spoilers, num nível absurdo. Vou dissecar o filme praticamente todo para poder explicar meu ponto de vista, então só continue lendo se você já assistiu. Se quiser eu repito: NÃO LEIA CASO AINDA NÃO TENHA ASSISTIDO O FILME!!! depois não venha com mimimi pra cima de mim e muito menos da Ninne ¬¬

Mais uma coisa: não vou colocar fotos nessa postagem, apenas os comerciais de TV e o trailer, para que o nível de spoilers não seja estratosférico (repito: o filme ainda não saiu no Brasil, porém a Internet faz coisas incríveis e ele já está disponível por aí ;D).

Nota (0-10): 3 (e olhe lá, hein...)




OK, você deu o play no filme e já espera que vá assistir algo ruim, uma vez que comentei várias vezes os pontos que me deixaram meio preocupado e curioso sobre o que haviam feito com a história. Brota o logo da Davis Films, igual ao do primeiro filme, e junto com uma sirene ele descasca e fica todo enferrujado. Ótimo sinal, o Mundo Alternativo está de volta do jeito que a gente gosta! o/

Brota o nome de Samuel Hadida (o produtor do filme) e de fundo você ouve Never Forgive Me, Never Forget Me. Vem a sensação de "putz, repetiram uma música do primeiro filme...". É, repetiram mesmo. Mas grande coisa, é o mesmo filme e tudo, então isso não é ruim.

Brota uma menina correndo (e com luzes piscando atrás dela WTF?!), em câmera lenta. Todo mundo já sabe que é Heather, afinal isso foi amplamente divulgado. Ela corre ao som de Prayer (de SH3) até um parque de diversões clichê master, com aquelas entradas em forma de cabeça de palhaço com a boca aberta. Não sei de onde o povo tirou que o Lakeside Amusement Park é ou algum dia foi bocó e clichê assim... E sim, é ele, o nome aparece nas faixas ao redor.

Você tolerou isso, porque quer saber até onde o filme vai (ou até onde você agüenta). Então aparecem pessoas vestidas com mantos pretos, capuzes e montes de fivelas. Não são góticos, são membros d’O Culto. Repare que Heather corre loucamente, mas eles andam de boas como se nada mais importasse. Heather tenta se esconder ao lado de uma barraca e PAN! Ao lado dela tem um coelho rosa gigante [de repente todo mundo grita: ROBBIE!!! — óbvio que é ele].

Heather olha para uma série de aquários em outra barraca e nota que os peixes estão morrendo. Quem não entendeu essa parte, fikdik: ela está vendo o Mundo Alternativo chegar e tal. Gostei desse pequeno detalhe, tudo "perdendo a vida" quando a maldade de Alessa toma conta. Depois, ela (a Heather) olha pro bonecão do posto do Robbie, pros bonequinhos acima dela, pro Robbie de novo... e ele vira a cabeça.

[som extremamente alto de freada brusca, seguido de risadas]

Povo, sério mesmo que fizeram isso?! Duvido que alguém na face da Terra tenha se assustado com isso, coisa mais previsível e patética... xD~

[solta o freio e vai em frente]

Heather corre pelo parque, que é coloridinho demais e não parece Silenthillístico, e entra no carrossel. Oooooohhh, vai acontecer algo igual a SH3... só que não ¬¬

No centro do carrossel aparece... Cara, sério, preparem-se: O PYRAMID HEAD!!! WTF?!?!?!?!?!
O bicho mais memorável e f*d* de toda a série (quiçá de todas as séries de horror do mundo!) foi rebaixado a ficar preso (aparentemente pelos mamilos LOL) e servindo de motor pro carrossel? Misericórdia, o que mais falta fazerem? calma, você ainda não viu nada...

Olhando pro lado, ela vê e se assusta com pessoas penduradas no lugar dos cavalos (só duas, o resto continua igual, detalhe...). Quê? O_o
É, pessoas, extremamente pálidas (sabe-se lá por que raios) e penduradas por ganchos nas costas, como quem faz suspensão, gritando de desespero com mordaças na boca. Soa meio como algo sado-maso, mas como SH tem coisas leves do tipo, pode até passar...

A câmera sobe entre as pernas de alguém e PAN!

#todosdelira com a Memory of Alessa, mas repare que ela simplesmente parece gótica, com a cara branca e os olhos e boca pretos. Cadê aquela coisa toda queimada e perturbadora do jogo? Voou, decerto, ou foi pra outro brinquedo do parque... ¬¬

Ela abre a boca e diz "Você não pode me derrotar. Não vá para Silent Hill". Hum... hã?!

Primeiro você chora de rir com a vozinha distorcida ridícula dela, depois fica se perguntando por que ela diz para Heather não ir até Silent Hill, quando na verdade ela (Alessa) quer o contrário.

Alessa levanta a mãozinha e brota fogo em um círculo ao redor do carrossel. Legal, eu admito, mas a seguir tudo vai pras cucuias. O fogo malfeito queima as pessoas que estão em volta do carrossel, em seguida as duas que estão penduradas no lugar dos cavalos e vai em direção a Heather. Ela começa a queimar e a gritar, e TCHARAN! Está sonhando, é claro!
Acorda dando uns gritinhos fracos, nem parece que está tendo um pesadelo from Hell, e brota Christopher para acordá-la. Ele a chama de Alessa e logo depois...

Putz, brota um bicho cabuloso atrás dele e, sério, essa parte foi a primeira de vááááárias esdrúxulas e ridiculamente desnecessárias (enfatizo MUITO, é o cúmulo do "pelo amor de Samael, jamais coloquem isso em um Silent Hill!!!"). O bicho enfia uma faca no peito de Christopher e ARRANCA UM PEDAÇO DELE!!1!!1!!!11!!!!!um!!!!

[James, diz aí, por que você fica tão irritado com isso?]
Se você curte a série, pelo menos até o terceiro (e até o quarto, pra dizer a verdade), sabe muito bem que violência gratuita e tripas+sangue voando na sua cara nunca, jamais, em hipótese absurda ALGUMA foi o foco de Silent Hill. Nos jogos aparecia sangue, é claro, mas usado de forma sutil e não gratuita, ou então algo extremamente perturbador. Essa parte do filme foi um toque gore ridículo simplesmente pra justificarem o uso do 3D estereoscópico (você consegue perceber que as gotas de sangue meio que voam pra fora da tela). Justifica o 3D, mas ficou uma droga colocado no filme. E é por isso que eu me incomodo tanto quando apelam pra violência num filme de SH. OK?

Heather acorda de novo, é um sonho duplo. Ela vira pro lado, pega um caderno e rabisca algo que não aparece. Na mesa do café da manhã ela e Christopher falam sobre seus nomes: ela já se chamou Sharon, Mary, Kat e agora é Heather (nome da avó de Chris). Depois fala "Você era Christopher, agora é Harry...". Mais alguém se contorceu quando a justificativa pro nome de Chris ter mudado pra Harry foi simplesmente essa?!

Chri... digo, Harry (aiminhanossa, que tenso chamá-lo disso agora... ._.) dá um presente de aniversário a Heather. Ela abre, vê que é um colete igual ao que estava usando no pesadelo e faz a maior cara de "putz, danou-se". Continuam conversando e ele começa a falar as mesmas coisas do pesadelo também. Ela o pára na hora, e isso eu achei legal, meio que um pressentimento ou algo assim.

Heather sai e Harry vai fuçar nas coisas dela. Pega o caderno e vê que Heather escreveu SILENT HILL nele (repare que na outra folha está cheio de desenhos que parecem feitos por uma criancinha, e Heather está fazendo 18 anos... destreza zero pra desenhar tipo eu assim... xD). Harry pega uma caixa no guarda-roupa e você vê que na tampa está desenhado o Halo of the Sun (aquele selo que é o símbolo do Save em Silent Hill 3). Uso gratuito? Sim, porque não faz sentido nem fica claro o porquê de Harry ter uma caixa com o símbolo d’O Culto. Dentro da caixa está cheio de papéis, inclusive um com, bem claramente, a Marca de Samael.

Sério, acabei de me dar conta de uma coisa. Eu pretendia descrever o filme quase todo, mas reassisti-lo até esse ponto já está me deixando meio incomodado, então acho que vou parar de contar tudo e simplesmente apontar os absurdos e as coisas que gostei ou não gostei em cada parte, OK? Mesmo porque, a crítica já ficou gigante até aqui, então é razoável não encher de mais coisas pra ler :P

A visão que Harry tem com Rose no espelho é tosca demais. Ela brota, diz a ele que não pode voltar porque achou o Selo (que brotou na história assim do nada), mas metade dele está faltando. Aí PUF!, Sharon aparece atrás dele no sofá, pergunta da mãe e derruba um amuleto com a Marca de Samael de um lado e aquele símbolo bocó da Ordem (de Silent Hill Homecoming) do outro lado. Você vai entender depois isso tudo.

Depois de uma ceninha até interessante (mas que me fez rir xD) com o mendigo, surge alguém perguntando se Heather está bem. Todo mundo que jogou reconhece Douglas na hora, só que ele se apresenta de um jeito diferente. Ele nem sabe o nome de Heather, só diz que já se conhecem.

A cena na sala de aula é dispensável, exceto por nela aparecer pela primeira vez Vincent, que choca por ser absurdamente diferente do que todo mundo já conhece. Só vou citar uma coisa: o nome dele agora é Vincent COOPER!!!
COOPER, mano! De ONDE o povo tirou isso?!?!?!?! O sobrenome dele no jogo nunca aparece, mas é Carter. Ele é parente do Sheldon agora, por acaso? ¬¬

A primeira transição para o Outro Mundo é razoável, mas falta muuuito para ser perturbadora como a dos jogos ou até mesmo do filme anterior. A luz só apaga e acende de novo e Heather já está lá. O cenário é meio legal, mas de novo colocaram aquela fumaça desnecessária (por que todo cenário em SH tem que ter vapor saindo do chão?! O_o). Fora que nessa cena, aparece o Armless Man beeeem lá longe, some e pronto, fica por isso mesmo. Aí vem mais uma coisa ridícula: Vincent está a fim de Heather (ah vá, jura? ninguém tinha percebido isso ainda pelos trailers, né? xD).

Quando Heather diz que está sendo seguida e alguém bate à porta de Harry, o fator ridículo do filme (vou passar a chamar de "FR") ganha mais um ponto com a tela ficando escura.

No Happy Burger ocorre uma das partes mais ridículas do filme inteiro (FR + 100), com as crianças comendo lanches sangrentos, cuspindo sangue e com a maquiagem da cara borrada. Isso até Douglas surgir e começar a chamar Heather de... Terisse?! O_o

 A cara costurada do cara a quem Heather pede ajuda foi até legal, mas não era novidade alguma, porque já apareceu no trailer e em um dos pôsteres do filme. Aí ela entra por uma porta e vê um açougueiro cortando um pedaço do peito de um cara e usando como bife (ou hambúrguer, sei lá). FR + 200.

Heather pegando um cano para se defender de Douglas também foi legal, deu um toque do jogo, mas foi só. Douglas então diz que A Ordem está atrás de Heather e que eles se chamam de A Ordem de Valtiel.

Brota de novo aquele bicho que cortou Harry quase ao meio e... PAN! Violência gratuita de novo! Douglas tenta se defender mas o bicho corta os dedos dele fora (que voam na tela, 3D forçado de novo). Ah é, FR + 300...

Quando ambos vão sair do elevador, o bicho leva Douglas e pronto, ele apareceu, falou, morreu e acabou a participação dele no filme.

[Peraí James, você tá de brinks com a minha cara, né?]

Ah, quem me dera... É exatamente isso: Douglas aparece, vai atrás de Heather e o monstro o mata, acabou. Sem maiores delongas nem algo significativo pro filme. FR+infinito!

Depois de sair de onde estava, Heather aparece no meio de uma investigação policial. Incrível que nenhum dos policiais estranha ela surgir exatamente do local onde um cara foi encontrado morto... Vincent está lá de alguma forma e acompanha Heather até em casa, mas não sem antes ela ter uma visão tosca do povo do Culto. No ônibus ele menciona o avô e segundos depois diz o nome dele: Leonard...

OK, Leonard virou avô de Vincent, mas isso não é tão grave assim (ah não, imagina...). Foi uma adaptação desnecessária ao filme, mas nada desesperador. FR + 10.
Quando ele diz que a mãe trancou o avô dele numa cela e que a mãe é meio intimidadora, aí a coisa fica séria. Você começa a pensar "não pode ser verdade que Vincent no filme virou filho de Claudia..." e sente uma vontade enorme de parar de assistir. Mas é forte, e continua.

A mensagem escrita com sangue na parede da casa de Heather é ridícula (FR + 50), especialmente porque seja lá quem escreveu, teve todo o trabalho de desenhar bonitinho o Halo of the Sun ao lado.

Heather vai, fuça na caixa que o pai tinha guardado e encontra a outra metade do medalhão (como é que Harry não tinha visto antes, isso fica na sua imaginação...).

O flashback que mostra Harry matando um membro d’O Culto foi legal terem colocado, afinal isso só foi citado no livro Lost Memories (até onde lembro, no jogo você não fica sabendo disso). Funcionou bem como justificativa para eles fugirem o tempo todo.

O caderno que Heather lê (o diário de Harry, ao que tudo indica) é lotado de desenhos tirados direto das artes/rascunhos dos jogos. Você vê o Selo de Metatron, uma Grey Children e, óbvio, uma gravura do Pyramid Head (aquela da contracapa de Silent Hill 0rigins). Inventam que ele é um executor da Ordem, e não da mente de alguém, mas isso a gente já aceita porque ninguém mais liga pra destruírem a imagem e o significado do coitado do PH.

Vincent e Heather chegam a um motel (sem mente poluída! procure primeiro saber o significado original de motel ¬¬), cujo nome é... PAN! Jack’s Inn, diretamente do mundo da Lua jogo! Aí há também mais duas referências diretas, que gostei de terem colocado: o número do quarto é exatamente o mesmo no qual você encontra Vincent no jogo, e há um sapato vermelho na cabeceira das camas (lembram do sapato vermelho do enigma da Cinderela no parque?).

O "mini-sonho" que Heather tem com Alessa na rua e o povo bocó correndo dela (aquela famosa cena do trailer) prova que realmente exageraram. Eu achei ridículo, especialmente quando passa um cara perdidão fugindo e ela solta um Hadouken de cinzas... xD

O que raios foi aquilo de Vincent ser "a criança da Ordem"? O_o

Aí ele vem e confirma: "minha mãe Claudia...". POR QUEEEEEE, alguém tente me explicar, POR QUE fazem isso com Silent Hill e com a gente? FR + 800!!!!!!!!!!
A cena em si é totalmente dispensável, exceto pelo efeito da transição. Nada novo, mas é legal igual à versão do primeiro filme. De repente brota aquele bicho atrás do Vincent e enfia um soco na cara da Heather...

Depois de Heather sair, você vê que está tudo como era antes em Silent Hill: cinzas caindo e neblina por toda parte, só que com um efeito muito ruim. A cidade convence, mas é idiota aquelas pessoas aparecendo nas janelas. Cadê a Silent Hill totalmente deserta que todo mundo conhecia? ._.

Dahlia reaparece, diferente (agora parece menos com uma mendiga xD). Fala umas frasezinhas de efeito e você vê um monte de cenas do primeiro filme. A sirene toca, dessa vez uma versão esquisitona (eu ri muito quando ouvi o barulho xD) e Dahlia manda Heather correr. O efeito da transição nessa parte ficou meio exagerado, mas vá lá. Porém, já adianto, Dahlia apareceu, falou e pronto, ela não vai mais aparecer durante o filme! ¬¬'

A cena toda com Heather no depósito e os manequins é totalmente dispensável. Os efeitos de CG nessa parte são extremamente artificiais, ridículos mesmo. A menina que aparece não diz nem o nome, surge por 2 minutos e PAN! É morta e fica por isso mesmo. Nem falo nada da outra que é transformada em manequim, com um efeito sofrível pros padrões de hoje. Mais duas que não adicionam NADA à trama.

Aí aparece outra cena... Na sala há aquela estátua gigante de algo que se diz o Valtiel, e Harry pendurado nela. Claudia falando de Vincent, com uma roupa que não tem nada a ver com o hábito azul marinho que usava no jogo, mas ao menos sem sobrancelhas e com os cabelos brancos. O sotaque meio Australiano sumiu, detalhe. No fundo, o Halo of the Sun numa cortina e duas tochas acesas (que raio de cenário malfeito é esse, pelamor? xD). Claudia então consegue estragar mais a trama: Christabella, do primeiro filme, era irmã dela...

Heather está fugindo e vai até o Brookhaven.

[que legal, tem o Brookhaven de novo, agora com o nome aparecendo! :D]

Aham, vai nessa... Agora ao invés de um hospital, você vê o Brookhaven Asylum (é, ele virou um hospício/manicômio). Em toda a cena a seguir a única coisa legal é que a cela de Leonard é a S12, exatamente a mesma onde ele fica no jogo. Destaque também para o mapa do Brookhaven, igualzinho ao do jogo.

Brota uma criatura bizarrona, a única que realmente parece ter saído de um Silent Hill (na verdade é um paciente, mas deformado). Ao invés de aproveitarem, ele simplesmente se joga em Heather e ela o mata com um tiro na boca (mais violência gratuita e sanguinho voando na tela pra usarem o 3D ¬¬). Apareceu, morreu, acabou, pela terceira vez.

Finalmente Heather encontra Leonard, vamos enfim saber como ficou a representação dele no filme... E vem mais uma reação de WTF?!

Malcolm McDowell é o único que atua bem, afinal já ficou famoso (mesmo que seja por um personagem que surgiu há décadas), mas as falas dele são tão bocós que mal dá pra perceber a atuação. Infelizmente isso acontece com todos os atores, as participações são tão absurdamente curtas e sem significado que você não tem nem como julgar as atuações.
A existência de Leonard faz sentido e aparentemente tem o mesmo propósito do jogo, exceto por ele aparecer primeiro em sua forma humana (no jogo, Heather o enxerga apenas em sua forma transfigurada). Ele diz que o amuleto tem o poder de mostrar "a verdadeira natureza das coisas". Nessa cena ocorre outro clichê RIDÍCULO de cenas de filmes Hollywoodianos: com um tiro de pistola Heather faz Leonard sair voando!!! ORRA MANO eu disse ORRA! XD!!! A bagaça é uma pistola ou um canhão?! E como ela não sente o tranco quando atira?!?! Ah, o apelo comercial sempre falando mais alto...

Leonard aparece (Amém!) em sua forma de monstro, levemente diferente do jogo, mas bem representada, e carrega Heather nas costas. Um ponto positivo do filme (um dos únicos, infelizmente): a música que toca nessa parte é a mesma de quando você enfrenta Leonard no jogo. No caminho ela vê cabeças no chão (?!), bem malfeitas, também. Depois de conseguir o amuleto completo, Leonard se dissolve numa nuvem de... cinzas?

OK, você conseguiu ser forte e continua assistindo. No corredor do hospício ocorre outra cena ridícula (dos supostos "loucos", que mais parecem prisioneiros, já que o lugar não parece nem um pouco com um manicômio): mãozinhas pra fora das portas tentando pegar Heather e o Pyramid Head surge novamente. Respire fundo, pois ele vai protagonizar uma das partes mais patéticas do filme todo...

Primeiro, a Giant Knife dele some e dá lugar a um... não sei o que é aquela "faca". Depois ele simplesmente sai decepando os braços que estão nas portas!!! Não era suficiente o que já tinha sido mostrado de violência gratuita e efeitos porcos que tentam justificar o 3D do filme, então lascaram mais. Desnecessário? Não, imagina...

Agora vem a cena com as Nurses. Ahhh, as Nurses...

O local em si já começa esquisito, dois fachos de luz enormes no centro da sala (antes elas reagiam à luz, agora não mais). OK, a ambientação de uma sala de "hospital" convence. Os caras d’O Culto entram com Vincent preso em uma maca e as Nurses os atacam. Quando o movimento acaba, elas param (então você já sabe, elas reagem ao movimento, agora). A cena toda já havia vazado quase inteira antes e é dispensável, exceto pela parte retardada onde Heather brota devagarzinho ao lado de Vincent (é absurdo, eu ri muito nessa parte xD). Ah, detalhe: reparem nas radiografias penduradas pela sala...

Heather foge com Vincent e vai até a entrada do santuário, que fica onde? TCHARAM! No parque de diversões! alguém aí reagiu dizendo "Ela previu isso desde o começo, ohhh!"? xD
Vincent diz que as pessoas da Ordem são chamadas de Brethren (santa mariquinha, de onde tiraram isso?! O_o) e que elas usam máscaras porque acham que o ar de Silent Hill as corrompe.

A cena do carrossel é... passável, mas não funciona tão bem como deveria. É hilário ver a Memory of Alessa gaguejando quando fala (isso sem citar o Pyramid Head e seu trabalho de meio período de novo xD), e o efeito dela se dissolvendo é desnecessário e podia ter sido muito mais bem feito. Ao menos o carrossel "entra no chão" e abre o caminho até o templo/santuário/capela (igual ao jogo).

Monte de blábláblá sobre a Ordem (coisa mais chata, desde o primeiro filme!) e vem a parte mais ridícula de todo o filme. Heather entrega o amuleto a Claudia, ela o toca e vemos quem ela realmente é: aquele bicho que atacou Douglas (alguém ainda lembra dele, com a atuação de 2 minutos? :P), e que eu apelidei carinhosamente de "mulher peituda sado-maso". OK, respire fundo e continue... só que não!

Quando o bicho vai atacar Heather, quem aparece para defendê-la? não, não é o Capitão América

Cara, o Pyramid Head segura o golpe do bicho com a faca (agora, ao menos, é a original!), mas... WTF?!?!?!?!

Sério, essa cena, de tão absurdamente ridícula, só precisava de um toque: brotar uma voz grave do Além dizendo "Round 1... FIGHT!". O Pyramid Head e o bicho cujo nome eu não faço idéia de qual seja simplesmente começam a lutar entre si! É idêntico à cena de qualquer filme de luta, exceto que no final, [sarcasmo] como ainda não teve nada gratuito nesse filme [/sarcasmo], o PH decepa a cabeça do bicho (e ela voa na tela ohhhh, o 3D...). Eu JURO que na minha cabeça ouvi a mesma voz do FIGHT! agora dizendo FATALITY!. Acha que depois disso ele (o PH) vai atacar Heather ou Harry? Rá, que nada, ele vira e vai embora, simples assim!

Ah, o filme está acabando, agora com certeza virá algo legal, pelo menos o desfecho vai ser decente, não é? vai sonhando...
Harry, Heather e Vincent já aparecem andando pelas ruas de Silent Hill e Heather comenta que as cinzas pararam e o pesadelo de Alessa acabou. OK, até aí beleza. Eis que Harry vira e diz que "outra virá". Mas hein?! O_o

Respire fundo, pense positivo e espere, ainda não está tudo estragado. Harry continua (ou melhor, não continua) e diz que ficará na cidade, porque precisa procurar pela mãe de Heather (ou seja, Rose que apareceu no filme por super 2 minutos, uhul!). Harry ficando em Silent Hill, OK...

Conte até 783 (porque até 10 é pouco), segure-se e espere o próximo diálogo.
"— Vincent, cuide de minha garotinha, ouviu?
— Acho que ela não precisa de mim para isso."

Harry meio que entrega Heather de bandeja para Vincent, que ele mal conhece, mas enfim...

Conseguiu ter forças para assistir mais? Tudo bem, eu também tive. Então Harry fica parado no meio da rua e a neblina simplesmente desaparece, levando ele junto!!1!!1!!!!1!um!!! Silent Hill sem neblina, aham, claro...

O casalzinho feliz aparece andando pela rua e brota um caminhão na estrada atrás deles.
Eu sei, você já entendeu logo de cara quem é e o que vai acontecer (não dá pra não reconhecer, quem já jogou percebe na hora). Eles pedem carona, entram e o caminhoneiro se apresenta: Fred (#brinks, é Travis Grady mesmo :P). Lascaram o Travis no meio (ou melhor, no fim) da história! Oh Gawd! D:

Todos eles saem de caminhão e aparece a placa "Você está deixando Silent Hill". Depois de dar uma bela suspirada pela coisa grotesca que assistiu até agora, você vê que começam a surgir carros de polícia. Não entre em pânico, eles não ressuscitaram a Cybil (infelizmente). Foi coisa pior!
Escolta policial, ônibus da prisão... Hã? Hã? Percebeu a deixa? Éééééé, Murphy Pendleton está chegando a Silent Hill #sqn

Acabou o filme, você se arrependeu ou não, vai saber... de ter desperdiçado 1 hora e meia de sua vida e agora vou recapitular o que eu percebi e analisei.
As atuações são absurdamente curtas e superficiais porque as falas e participações dos personagens são quase nulas (exceto por Heather e Vincent), então nem ao menos dá pra julgar. Os cenários com a representação do Mundo Alternativo ficaram legais, mas também aparecem por tão pouco tempo que você mal consegue prestar atenção nos detalhes na primeira vez em que assiste. As criaturas do filme são ridículas (destaque pro Pyramid Head sendo rebaixado). Os efeitos, na maioria, são desnecessários e sofríveis, nem mesmo justificam o uso do tãããããão incansavelmente destacado 3D estereoscópico do filme. Some a isso o fato de ficarem brotando cenas tiradas do primeiro fime, como se dissessem "ó, estou fazendo igual era antes" #sqn. O exagero nas mortes violentas (com cabeças e dedos decepados) é ridícula e não se justifica de jeito algum. Sobrou o que pra criticar? Ah é, a trilha sonora, claro!

A única coisa que me deu uma pontinha minúscula de esperança foi a trilha sonora do filme, porque foi anunciado durante a produção que Akira Yamaoka cuidaria dela. O problema é que eu ainda fico me perguntando ONDE foi que ele ajudou, exceto nas músicas perceptivelmente tiradas dos jogos (que são poucas, diga-se de passagem). Foi dito que o diretor pediu a Jeff Danna (o cara que monta a trilha sonora, junto com Akira Yamaoka) para fazer uma trilha com temas mais orquestrados, só que todo mundo percebe que não deu certo! As músicas ficaram sem identidade, soam genéricas demais, como toda música de filme Hollywoodiano. Some a isso tocar pela bilionésima vez a Promise (Reprise), que já tinha enchido o saco de tanto aparecer no primeiro filme. Nem mesmo a trilha sonora de Silent Hill Revelation se salva, então não há motivo algum para eu reassistir essa coisa.

E chega, é isso. Bola muito fora da Konami por ter deixado a direção (e pior, o roteiro!!!) do filme nas mãos de um cara que fez 3 filmes antes desse (sendo 2 totalmente desconhecidos e outro considerado extremamente fraco). Não sei se é parte culpa dos produtores e tal, sei lá quem escolhe o diretor, sei que certamente o filme agradaria mais se tivesse alguém com um pouco mais de experiência ou, quem sabe, se trouxessem Christophe Gans de volta. Raios, custava pegar alguém que conhecia o jogo e sabia o que estava fazendo? Aí deu nisso, essa coisa comercial/gore horrível ¬¬

Precisamos Falar Sobre Kevin (We Need To Talk About Kevin)

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Título no Brasil: Precisamos Falar Sobre o Kevin
Título Original: We Need to Talk About Kevin
País de Origem: Reino Unido / EUA
Gênero: Drama/Thriller
Classificação etária: Livre
Tempo de Duração: 112 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Estreia no Brasil: 27/01/2012
Estúdio/Distrib.: Paris Filmes
Direção: Lynne Ramsay

Elenco: 

Tilda Swinton como Eva Katchadourian;
Ezra Miller como Kevin Katchadourian;
John C. Reilly como Franklin Plaskett;
Ashley Gerasimovich como Celia Katchadourian;
Siobhan Fallon como Wanda;
Alex Manette como Colin;
Jasper Newell como Kevin (6-8 anos);
Rocky Duer como Kevin (criança).

Sinopse: Eva (Tilda Swinton) mora sozinha e teve sua casa e carro pintados de vermelho. Maltratada nas ruas, ela tenta recomeçar a vida com um novo emprego e vive temorosa, evitando as pessoas. O motivo desta situação vem de seu passado, da época em que era casada com Franklin (John C. Reilly), com quem teve dois filhos: Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller) e Celia (Ashley Gerasimovich). Seu relacionamento com o primogênito, Kevin, sempre foi complicado, desde quando ele era bebê. Com o tempo a situação foi se agravando mas, mesmo conhecendo o filho muito bem, Eva jamais imaginaria do que ele seria capaz de fazer.

Vai Lendo!

Mais uma vez: sei que esse filme não é terror. Está muito mais para drama, porém é classificado também como thriller, então aqui estamos! Vi há mais de um ano a atriz Tilda Swinton falando desse filme num talk show americano e lembro de ter achado muito interessante, só que esqueci de ir atrás do filme. Até que há umas duas ou três semanas um amigo me passou o tal do filme e resolvi assistir, pensando que seria um drama sobre uma mãe que odeia o filho com necessidades especiais. Bom, acabei me surpreendendo e posso dizer que assustando também. 


O começo é estranho, pois não dá para entender por que Eva (Tilda Swinton) é tão odiada pelos vizinhos. E isso nos deixa angustiados. Mas sem problemas, essa sensação de angústia só vai aumentando com o desenrolar da trama. A cada flashback, a coisa piora. A cada lembrança que a personagem tem do passado, ficamos com ainda mais medo do que pode vir. São pouquíssimos os momentos tranquilos. Tudo só vai de mal a pior. "Por que a personagem está no fundo do poço?", você se pergunta inocentemente. E a resposta é ainda mais desagradável do que tudo que está acontecendo com ela.


Tilda Swinton ficou incrível no papel. Você olha para a cara dela e parece que toda esperança do mundo some. Ficamos triste pela e com a personagem. Ela conseguiu ter em seu rosto a perfeita expressão de alguém que desejaria não viver mais. Alguém que já perdeu todas as esperanças, toda a felicidade, toda vida. E isso torna tudo ainda mais bem feito, mais interessante e mais sufocante. Essa palavra, aliás, define todo o filme: sufocante. Do início ao final.

O jovem ator Ezra Miller (Kevin) também se saiu muito bem, assim como sua versão mirim Jasper Newell, que interpretou Kevin criança. Deu muita raiva e medo dos personagens. No geral, o elenco é de peso e todos atuaram brilhantemente. 

A sweet little boy...

O filme aborda temas polêmicos e complicados. Talvez por isso seja tão sufocante. Tem a questão da mulher que não quer ter filhos, pois há em nossa sociedade a noção de que todas as mulheres tem "instinto maternal" e que todas sonham em ser mães. Só que não é bem assim. Existem muitas mulheres que não querem ter filhos e não tem um pingo do chamado "instinto maternal". Há mulheres que gostam de bebês, mas longe delas. Não é só porque é mulher que um dia terá que ser mãe. Esse não é o maior sonho de todas nós. Uma mulher é obrigada a ser mãe um dia? Uma mãe é obrigada a amar incondicionalmente o seu filho? Em Precisamos Falar Sobre Kevin, vemos que a coisa não funcionam bem assim... Nem todas querem ser mães e não é nada impossível que uma mãe odeie o seu filho.

Outro tema polêmico é a questão do transtorno de personalidade antissocial, a sociopatia. Kevin apresenta vários traços de um sociopata: inteligente, manipulador, mentiroso, carismático, teatral, não possui sentimento de culpa e não consegue criar laços afetivos verdadeiros. Ele é um amor com todos, por pura falsidade, pois lhe convém que todos o enxerguem assim. Com a mãe, ele é ele mesmo: perverso. O que a mãe pode fazer com um filho assim? Ainda hoje, os sociopatas são um grande problema em nossa sociedade.


Mas Kevin já nasceu um sociopata ou virou um pela forma que a mãe o tratava desde a gestação? Pelo que sei, ainda não se sabe exatamente por que existem sociopatas. Digo: em qual lugar exato no cérebro deles está a diferença que os faz serem do jeito que são. Há sociopatas em boas famílias, assim como tem aqueles que agravaram suas características após um trauma. Arrisco dizer que Kevin já nasceu um sociopata e teve seus traços agravados devido ao modo que a mãe o tratava. Ou talvez seja apenas um garoto confuso que desenvolveu traços sociopatas devido a rejeição materna. Mas vai saber, não entendo tanto do assunto assim. De qualquer maneira, tenha em mente que Kevin apresenta muitas características sociopatas e que lhe dar com uma pessoa assim não é nada fácil.

E a grande questão é: Eva foi realmente a culpada de tudo? Por um lado, ela nunca quis ter um filho e ela não é obrigada a amar seu próprio filho. Por outro, se ela tivesse se envolvido mais com o filho, ao menos conversando mais com ele e se interessado mais pelas coisas que ele fazia, ela poderia ter evitado tudo. Mas aí vem a questão dele já ser um sociopata. O que ela poderia ter feito em relação a isso? Nesse caso, a culpa não seria toda dela então. O que acho: ela tem culpa sim, mas não é tudo culpa dela.


O filme é muito bom, muito interessante e muito sufocante. Também é extremamente bem feito, tendo uma trilha sonora ótima e sequências bem boladas. Não recomendo para aqueles que estão passando por uma fase ruim  na vida e estão se sentindo tristes, pois esse filme meio que acaba com todas as esperanças que você tenha por qualquer coisa. Precisamos Falar Sobre Kevin ficará grudado em sua memória por um bom tempo. Outro filme legal que aborda a sociopatia é o famoso Anjo Malvado, com Macaulay Culkin e Elijah Wood.

Nota (0-10): 9

Onde comprar o livro: Saraiva e Cultura (Precisamos Falar Sobre Kevin de Lionel Shrive, livro no qual o filme foi inspirado). 

TRAILERS

Música: Everyday, por Buddy Holly. Também tocada no filme Mr. Nobody (2009).



PRÊMIOS

GLOBO DE OURO
2012
Indicação
Melhor Atriz - Drama - Tilda Swinton

BAFTA
2012
Indicações
Melhor Filme Britânico
Melhor Diretor - Lynne Hamsey
Melhor Atriz - Tilda Swinton

FESTIVAL DE CANNES
2011
Ganhou
Menção Especial ao Mérito Técnico

FESTIVAL DE LONDRES
2011
Ganhou
Melhor Filme

EUROPEAN FILM AWARDS
2011
Ganhou
Melhor Atriz - Tilda Swinton


UM POUCO MAIS SOBRE O FILME (CONTÉM SPOILER!)

- Por que Kevin fez o que fez? Além da grande possibilidade de ser um sociopata e blábláblá, ele fez tudo aquilo porque sabia que a mãe o odiava e de alguma forma isso o machucava. Portanto a ideia provavelmente foi "se não posso ser feliz, ela também não será". Ele tinha raiva da vida "perfeita" da mãe. Ela o odiava, ela tinha que pagar por isso. E pagar como? Ele tiraria toda a felicidade dela. Ele fez questão de destruir completamente tudo que a fazia feliz. Eva acabou. Perdeu o ótimo emprego, a excelente casa, o marido e a filha que tanto amava. Kevin fez questão de tirar tudo. Foi meio que uma vingança e talvez uma forma também de chamar a atenção da mãe para esse desespero nele.

- O que achei de estanho na história toda? Primeiro: Eva ter um filho daquele jeito e nunca ter procurado um psiquiatra, neurologista ou psicólogo. Ela, como uma mulher moderna e instruída, certamente levaria seu filho em um especialista, tendo em vista todas as peculiaridades do moleque: usar fralda já grande, falar coisas obscenas na maior naturalidade e principalmente, sua "mudança de personalidade" quando estava a sós com a mãe. Por favor né, só do moleque tá grande e usando fraldas já era motivo para levar pra terapia!

Segundo: um sociopata tendo um motivo para fazer coisas ruins? E ainda um motivo que envolve sentimentos? Isso me pareceu estranho. Digo, Kevin só fez o que fez porque a mãe não o amava. Se ela o amasse, então ele não faria nada de errado? Seria um sociopata 100% bonzinho? Pois a noção que temos do filme é de que ele já era um sociopata, já que agia daquele jeito desde bem pequeno. O fato da mãe odiá-lo impulsionou muita coisa, mas o moleque já era ruim. Uma hora ou outra, ele faria algo ruim para benefício próprio (até por pura diversão) e não teria nada haver com sua mãe. 

O que estou querendo dizer é que, pelo que sei sobre o assunto (o que é pouco...), um sociopata não precisa de motivos para agir contra a sociedade. O filme ficou meio confuso ao querer mostrar que o garoto era sociopata desde pequeno, mas fez tudo o que fez porque queria que a mãe o amasse (veja que no final ele finalmente abraça ela, depois de perceber que ela o ama). Seria melhor se só tivessem mostrado que ele fez tudo aquilo porque também a mãe o odiava e não porque ele queria o amor dela (afinal, ele nem sentimentos tem direito, pra quê querer o amor da mamãezinha? ¬¬). Por isso na crítica disse que ele talvez seja apenas um garoto confuso, que desenvolveu características sociopatas devido a rejeição da mãe, mas tudo o que queria era receber o amor materno... 

 
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